VERBETES


A | B | C | D | E | F | G | H | I | K | L | M | N | O | P | R | S | T | U | V

Padrões (standards)


Invente-os e governe.

As empresas costumavam concorrer fazendo coisas e vendendo-as. Na nova economia, no entanto, muitas vezes o jogo já acabou quando o primeiro produto sai de uma fábrica. As vezes isso acontece porque um novo participante do mercado cria um padrão -e por­tanto é dono dele. Em outros casos os vencedores emergem dos bastidores, em negociações a respeito de detalhes técnicos que permitem que tecnologias complexas conversem, como, por exemplo, impres­soras e programas de computador, ou DVDs e equi­pamentos de som.

Page view


Página na Web requisitada pelo internauta, por meio de um clique sobre um banner, ou diretamente pelo endereço da página.

Paradoxo da produtividade (productivity paradox)


Onde está a vantagem?

Hoje os computadores representam o principal inves­timento de muitas empresas. Os executivos dizem que compram as máquinas para aumentar a produtivida­de, para levar os operários a fazer cada dia mais. Uma resposta óbvia é que as estatísticas criadas para contar os automóveis que saem das linhas de monta­gem são cegas em relação ao chamado trabalho do conhecimento (knowledge work),ou seja, a tomada de decisões e o lançamento de novas idéias. Outra expli­cação é que leva tempo para que as companhias se organizem em torno de novas habilidades.

Mas sem dúvida isso enfatiza a ausência de formas confiáveis de medir o que os computadores estão fazendo. Sem esses dados, as pessoas que traçam as políticas a ser seguidas procuram gerir a nova eco­nomia num vôo ainda mais cego que habitualmente.

Paradoxo de Grossman


Por que have­rá sempre um mercado para a informação?

Suponha, como fazem muitos economistas, que os mercados têm todas as informações disponíveis, são capazes de prever os desdobramentos de cada uma delas e reagem o mais rápido possível a qualquer nova informação. Sanford Grossman, professor da Wharton School, foi o primeiro a afirmar que essa hipótese é uma contradição em si. Se os mercados estão perfeitamente bem-informados, não há nada a ganhar com a coleta de mais informações. Mas, se ninguém coletar novas informações, os mercados não estarão perfeitamente bem-informados. Conclusão: nunca chegare­mos a saber tudo ou, no mínimo, nunca chegaremos a saber que sabemos tudo.



Pass-along-readership


Leitor secundário.

Patente


Critério de propriedade industrial referente aos direitos de comercialização exclusiva, por um período determinado, de uma invenção que, além de ter características de novidade em relação ao conjunto de conhecimento existentes,comprove ter uma aplicação industrial.Um certificado de patente tem geralmente o prazo de vinte anos contados a partir do seu respectivo pedido;findo esse prazo, o objetivo da patente cai em domínio público e pode ser utilizado por qualquer pessoa física ou jurídica.

Personalização em massa (mass customization)


O  mercado de um só: você.

A Era Industrial criou um dilema. Os bens podiam ser produzidos em massa, padronizados e baratos. A Era da Informação e o advento de máquinas operatrizes controladas por computadores permitiram aos consumidores ter as duas coisas: produtos persona­lizados e baratos. A questão não é mais saber se as pes­soas poderão escolher, mas se quererão.

A personalização ou customização em massa alimentará o que vem sendo chamado de desindustrialização da economia voltada para o cliente, ou seja, aumentar o status de tudo que não puder ser for­necido em grande escala e... ponto final. Para come­çar, vasos da dinastia Ming e massagens.

Pesquisa


Em sentido geral, é todo procedimento sistemático de investigação ou de busca minuciosa para averiguar e estudar a realidade, com o fim de descobrir ou estabelecer fatos ou princípios relativos a um campo qualquer do conhecimento. No campo da comunicação, compreende, "o estudo científico dos elementos que integram o processo comunicativo, a análise de todos os fenômenos relacionados ou gerados pela transmissão de informações, sejam dirigidas a uma única pessoa, a um grupo ou a um vasto público". Nessa definição, proposta por José Marques de Melo, a pesquisa em comunicação não se limita ao levantamento da penetração dos veículos de informação coletiva junto ao público, para determinar índices de audiência. Ela abrange, em termos muito mais amplos, "o estudo sistemático de todos os meios, formas e processos de informação ou de comunicação social, segundo critérios quantitativos e qualitativos. "É o estudo do comunicador, suas intenções, sua organização, sua estrutura op,racional, sua história, suas normas jurídicas ou éticas, suas técnicas produtivas; é o estudo da mensagem e do canal, seu conteúdo, sua forma, sua simbologia, suas técnicas de transmissão; é o estudo do receptor, suas motivações, suas preferências, suas reações, seu comportamento perceptivo; é o estudo das fontes, sua sistemática para a recuperação de informações; é, enfim, o estudo dos efeitos produzidos pela mensagem junto ao receptor, a partir das intenções do comunicador" ( J. Melo, In: Cadernos de jornalismo e Comunicação, nº17).

Atualmente, as modalidades de pesquisa em comunicação mais utilizadas entre nós são as seguintes:

  1. Pesquisa de opinião pública - levantamento das atitudes e opiniões do público acerca de determinado assunto, acontecimento notório, instituição etc. Emprega-se essa denominação principalmente para as sondagens relacionadas com objetivos sociológicos, jornalísticos ou políticos.
  2. Pesquisa de marketing - destina-se a influir no desenvolvimento de uma estratégia de marketing, seja na receptividade da marca, seja na comercialização de um produto ou serviço. Realiza-se mediante processos de coleta, registro e análise de dados qualitativos ou quantitativos.
  3. Pesquisa de mídia - levantamento meios de comunicação (veículos de informação coletiva: TV, rádio, jornais,revistas), no que se refere às quantidades e qualidades da audiência. Baseia-se geralmente nas técnicas de amostragem por estratificação (ver amostragem), dividindo-se o público em categorias etárias, geográficas, de classes socioeconômicas: classe A(rica), B (média), C (média baixa) e D(pobre). As pesquisas de mídia são realizadas regularmente por institutos especializados e destinam-se quase sempre a orientar os anunciantes e as agências de propaganda (ver mídia) na programação de inserções publicitárias.

Pesquisa motivacional


Tipo de pesquisa que procura identificar os motivos que impulsionam os indivíduos ao comportamento de compra ou aquisição de um produto. 0 método de pesquisa motivacional mais utilizado no Brasil é a discussão em grupos.

Pipeline


Critério de propriedade industrial referente a produtos que estavam em desenvolvimento ou que não haviam sido introduzidos no pais em que o direito às patentes passa a ser legalmente reconhecido.

Placement test


Uma variação do Teste de produto, ou seja, o produto é fornecido ao entrevistado, para ser testado em sua própria casa, no seu dia-a-dia normal, dentro de um prazo determinado. Também chamado de home placement test.

Plus


Atributo que distingue um produto dos produtos concorrentes. Diferencial que funciona como um apelo para que o consumidor tenha preferência por uma determinada marca. Esse "algo mais", que funciona como vantagem competitiva, não reside necessariamente na essência do produto: pode estar na embalagem, na cor, no preço etc.

Ponto-de-venda


  1. Estabelecimento comercial em que o produto é adquirido pelo consumidor. Em inglês, utilizam-se as expressões point of purchase ("ponto-de-compra") e poínt of sale ("ponto-de-venda"), com suas formas abreviadas POP e POS. 0 emprego de uma ou de outra expressão depende da situação de quem as utiliza (comprador ou vendedor).
  2. Atributo especial que destaca um produto ou serviço em relação aos concorrentes. Argumento de venda.

Preço definido com base em valor (value-based pricing)


Tudo que o mercado suportar.

Uma política de preços baseada no valor mostra a face mais eficiente do capitalismo: cobrar vários preços pelo mesmo produto para que cada cliente pague apenas o valor que aquele produto tem para ele. Hoje em dia as companhias aéreas são mestras nessa arte. No en­tanto, como o investimento cada vez maior em tecno­logia torna o mundo cada vez mais intensivo em capi­tal, um número crescente de companhias de outros setores está aprendendo as regras do jogo.

Privacidade


Espécie em extinção.

A Era Industrial e a privacidade andam de mãos da­das. Empresas que tradicionalmente produziam em série não tinham grandes razões para aprender muito a respeito de clientes individualmente, porque não havia nada que pudessem fazer com essas informações. A personalização em massa criou um novo dilema: o medo de as empresas acabarem por saber demais. O problema é que o ato de coletar informações sobre os clientes deixa muitos deles extremamente nervo­sos. A preocupação (justificada) é de que a coleta os­tensiva de informações no intuito de servir melhor os clientes possa algum dia ser usada contra o cliente. Ou vendida com más intenções.

Vários governos já começaram a tentar proteger a pri­vacidade com leis, sem nenhum sucesso. A longo pra­zo, a franqueza e a transparência são os melhores re­médios. E preciso dizer às pessoas que informações estão sendo colhidas e por quê. Dizer aos novos possí­veis clientes como foi obtido seu nome para contato. Ter cuidado com as pessoas com as quais essas informações são compartilhadas. 

Privativação


Liberdade.
Apenas 30 anos atrás a grande maioria dos governos deste mundo estava convencida de que a nacionaliza­ção das indústrias resolveria os problemas do capitalis­mo, desde os conflitos trabalhistas até a falta de inova­ção. Descobriram, no entanto, que as empresas estatais conservavam os antigos problemas e acrescentavam vários novos, entre os quais o estouro dos orçamentos governamentais e uma administração miserável lide­rada por burocratas que não tinham a menor ideia do que deveriam estar fazendo.

Um dos desafios é evitar transformar monopólios públicos em privados. Outro é ensinar aos executivos superprotegidos como com­petir. Entretanto, de maneira geral, o sucesso das pri­vatizações -particularmente em preços mais baixos e melhores serviços prestados aos clientes- estimulou o debate sobre o que os governos podem fazer me­lhor que o setor privado, excetuando leis.

Promoção


  1. Conjunto de atividades, técnicas e meios (materiais e psicológicos) destinado a incrementar as vendas (promoção de vendas) ou fortalecer positivamente a imagem de determinada marca, evento ou instituição (Promoção cultural). Com o desenvolvimento das técnicas da promoção, essa área passou a ser considerada como uma linha de atividades eqüidistante das demais especialidades de comunicação (publicidade, marketing, relações públicas, jornalismo etc.), com seus métodos próprios. Ver quatro pês.
  2. Diz-se de cada atividade promocional, como as já relacionadas.

Propriedade industrial


Tipo de propriedade intelectual que abrange os direitos de inventores de máquinas, ferramentas, processos industriais (mecânicos, químicos, eletrônicos etc.), design de produtos industriais e de marcas corporativas etc. 0 mesmo critério de propriedade intelectual válido para os autores artísticos (ver direito autoral) é ponto pacífico em relação aos cientistas e técnicos, sejam eles pessoas físicas ou empresas, de modo a viabilizar investimentos em pesquisas que desencadeiam avanços tecnológicos (ver patentes). A propriedade industrial engloba uma série de regras, universalmente adotadas, que protegem atividades, produtos, idéias ou símbolos que estejam relacionados com um processo industrial ou comercial, como os seguintes: registro de desenho industrial, registro de marca, indicações geográficas, segredos de negócio, patentes e pipeline.

Propriedade intelectual


Idéias protegidas por lei.

A propriedade intelectual ou industrial (leia-se paten­tes, direitos autorais, marcas) é um ativo intangível que pode ser comprado e vendido. As leis que regem essa propriedade procuram equilibrar interesses conflitan­tes: inovadores de um lado e todos os demais do ou­tro. Os primeiros tiveram as ideias e desejam lucrar com elas; os segundos querem menos controles para poder usar as ideias e levá-las um passo adiante. O re­sultado é um conjunto de leis contornáveis.

A fácil criatividade da tecnologia digital deu origem a um acalorado debate. Alguns protagonistas da área da propriedade intelectual -particularmente os estúdios de cinema de Hollywood- sustentam que as leis de­vem ser mais rígidas para compensar o ambiente pou­co regulamentado da Internet. Seus oponentes dizem que as leis devem ser mais frouxas para impedir que seus proprietários se tornem apenas exploradores.