VERBETES


A | B | C | D | E | F | G | H | I | K | L | M | N | O | P | R | S | T | U | V

Data mining


Extrair conhecimentos da informação.

A combinação de computadores rápidos, armazena­mento de dados barato e melhores meios de comuni­cação torna cada dia mais fácil a garimpagem (mining) de informações úteis, desde padrões de compra de um supermercado até antecedentes de crédito. Para os pro­fissionais de marketing, esse conhecimento pode ser tão valioso quanto o verdadeiro minério extraído do solo por empresas de mineração. 

Descentralização (decentralization)


A tomada de decisões deslocada do centro da organização para as margens.

O que se pode esperar quando as empresas dão um computador, um telefone e uma conexão com a Inter­net a cada um de seus funcionários? A descentraliza­ção é consequência inevitável da era da informação, na qual as comunicações e o poder de processamento são baratos, o tempo é curto e as empresas abrangem o globo terrestre. Isso significa dar o poder de tomar decisões a funcionários de todos os níveis da empresa, inclusive o mais baixo.

Os gerentes contam com essas mesmas redes de infor­mação para ajudá-los a controlar o que os funcioná­rios estão fazendo -até quem está jogando paciência. Mas eles também enfrentam uma questão nova: até que ponto ainda controlam as coisas?

Descontinuídade (discontinuity)


Mudanças tão abrangentes que transformam até mesmo os padrões usados para men­surar a mudança.

A descontinuidade é como um raio que cai do céu -na maior parte das vezes ela é tecnológica, mas pode ser social ou política (guerra, por exemplo). Mudanças sú­bitas no panorama competitivo não são privilégio da nova economia; pergunte a um vendedor de charretes. No entanto, a aceleração da inovação torna a desconti­nuidade mais frequente e, para aqueles que lutam nas trincheiras corporativas, às vezes mais dramática.

O desafio das empresas é a adaptação e muitas não conseguem vencê-lo. Há o famoso exemplo das estra­das de ferro norte-americanas que não compreende­ram que sua linha de negócios verdadeira era todo o setor de transporte. Resultado: foram destruídas pela utilização dos caminhões para transportar mercadorias por longas distâncias. Um exemplo mais recente é o da Microsoft, que (quase) ignorou um raio tecnológi­co denominado Internet.

Deseconomias de escala (diseconomies of scale)


Muitas cozi­nheiras com a mão na massa fazem a massa desandar.

No mundo da informação, ser grande e forte muitas vezes implica elevar custos de produção e perder pro­dutividade. Fred Brooks, professor da University of North Carolina, documentou pela primeira vez o fenô­meno quando analisou o desastre de desenvolvimento em que se transformou o sistema operacional inova­dor da IBM, o OS/360. Brooks, encarregado do pro­jeto, verificou que quanto mais gente ele colocava no trabalho mais se atrasava em relação ao cronograma. Olhando para trás, ele hoje compreende que a atuali­zação dos profissionais recém-chegados exigia tempo e esforços significativos, maiores do que a contribui­ção deles ao projeto, sem falar na exacerbação da con­fusão causada por redes de comunicação cada vez mais longas. 

Desintermediação (disintermediation)


Eliminação do inter­mediário.

Assim como as redes conectam todos com todos, elas também aumentam as oportunidades de criar ata­lhos. A desintermediação teve seu primeiro impulso nos mercados financeiros dos EUA e da Europa, quando os clientes começaram a abandonar as instituições de poupança e passaram a favorecer as contas manti­das em corretoras de ações e outros títulos, negando aos bancos a oportunidade de obter um bom retorno, se eles mesmos investissem esses fundos no mercado financeiro.

Na prática, contudo, a desintermediação pode signifi­car a mudança de funções e não a eliminação de em­pregos. Esse processo tende a criar oportunidades para intermediários novos e diferentes, como aconteceu com a livraria virtual <Amazon.com> e com varejistas como a CUC International. 

Desregulamentação (deregulation)


Aquilo que acontece quan­do os governos precisam lutar por mão-de-obra e capital.

Abrir o setor de telecomunicações à competição aju­dou a inaugurar uma nova economia nos Estados Unidos. A medida que as reduções de gastos resultan­tes disso se tornarem mais evidentes, a intervenção governamental no processo econômico -ou sua ausên­cia- passará a ser simplesmente mais um fator de pro­dução. Como se lê na famosa frase do ex-presidente do Citibank Walter Wriston, “o dinheiro vai para onde o querem e lá permanece enquanto for bem tratado”. Sendo assim, burocratas, aqui vai um aviso: regulamen­tem por sua conta e risco.

Dievic


Dispositivo que se adapta a receptores de televisão para registrar, com finalidade de pesquisa, o tempo que o televisor permanece ligado.

Dinheiro eletrônico (Ecash)


O futuro do dinheiro, ou pelo menos das pequenas quantias.

O dinheiro imaterial -dados eletrônicos codificados trocáveis por dinheiro real- é a resposta da nova eco­nomia para as moedas e notas. Transportado em um cartão inteligente provido de um microchip, ou fornecido à distância pela Internet, o dinheiro eletrônico é diver­tido, anônimo e barato de administrar.

Direito autoral


Direito de um autor ou de seus descendentes sobre sua obra intelectual (literária, musical, de artes plásticas, teatral, cinematográfica, fonográfica, arquitetônica, coreográfica, científica etc.), no que se refere a publicação, reprodução, adaptação, execução, exibição, tradução, distribuição, venda etc. Abrange também a criação de projetos culturais, campanhas publicitárias, programas de computador (softwares)e a "topografia" de circuitos integrados ou chips. Para qualquer desses casos, o direito autoral pode ser negociado ou cedido pelo seu detentor.

Display


Peça de propaganda ou promoção de vendas usada para exibir determinados produtos e atrair a atenção do comprador. Mostruário. Qualquer tipo de material utilizado em pontos-de-venda para expor um ou mais produtos aos olhos do consumidor. Os displays (geralmente fornecidos pelo fabricante como peças integradas ao conjunto da campanha de propaganda) apresentam-se em diversas formas - gôndolas, cestas, arcas, prateleiras móveis - e são confeccionados em papelão, plástico ou arame. Podem ser colocados sobre balcões, em vitrinas, prateleiras, junto às paredes, sobre o assoalho etc. Classificam-se em duas categorias: displays de venda (o produto exibido pode ser apanhado pelo consumidor) e displays expositivos (apenas mostram ou anunciam o produto).

Distribuição de frequências


Divisão dos dados alusivos à frequência, em diversos segmentos do público exposto a uma determinada mensagem publicitária. Cada segmento distinguisse dos demais pelo maior ou menor grau de exposição à mídia. Por exemplo, de um público-alvo composto por dois milhões de pessoas, 70%, ou seja, um milhão e quatrocentas mil pessoas viram (ou leram, ou ouviram) determinado anúncio. Para se obter distribuição de frequências, esse total de audiência é dividido em vários grupos: os que viram o anúncio uma vez, os que o viram duas três, quatro etc.