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| PESQUISA |
| Cresce Venda de Produto Mais Prático e Saudável |
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Carolina Mandl, Do Recife
Produtos com rápido preparo estão ganhando mercado. Uma pesquisa realizada pela Nielsen analisou os produtos que tiveram o maior crescimento no consumo entre o primeiro semestre do ano passado e igual período deste ano. Água de coco, atomatados e produtos preparados com leite estão entre os itens que tiveram os maiores aumentos de vendas. Com a água de coco, a variação entre os primeiros seis meses de 2006 e de 2007 foi de 181,5%. Com o preparado de café com leite, também observou-se forte consumo. Cerca de 85% a mais de domicílios passaram a comprar esse item neste ano. Ou seja, enquanto em 2006 ele estava presente em 0,7% das casas, neste ano 1,3% dos lares compraram o produto.
Outra forte elevação nas compras foi observada com o purê de tomate, com 70,2% e presente em 33,7% das casas este ano. Com outras variações do tomate industrializado, o mesmo fenômeno se repetiu: molho de tomate (59,2%), catchup (59,3%) e extrato de tomate (34%). Segundo a Nielsen, o aumento dos atomatados indica a melhora na renda da população e a praticidade que o produto proporciona.
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| Agosto 2007 - Valor Econômico |
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| PET / SAÚDE ANIMAL |
| Perdigão entra na Disputa Pelo Mercado de Ração para Cães |
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Brasil é o segundo maior produtor do mundo, atrás dos EUA
Eliane Sobral e Cibelle Bouças, De São Paulo
A Perdigão vai lançar a marca de ração para cães Balance, com cinco variações para filhotes e adultos. A empresa entra na disputa por um mercado que produziu 219.618 toneladas de ração só para cães, 9,4% a mais que o ano anterior, e movimentou R$ 626,2 milhões em 2005, atrás apenas dos Estados Unidos. Somado aos volumes de ração produzidos também para gatos e outros animais domésticos, este é um mercado que movimenta algo próximo a US$ 1 bilhão e desperta a cobiça de multinacionais e empresas brasileiras - como Nestlé, Masterfoods e Procter & Gamble, a brasileira Total Alimentos, de Minas Gerais e agora a Perdigão.
Atualmente no Brasil, o mercado possui mais de 100 empresas e 600 marcas. Para José Maria Parra, presidente da Purina, divisão de ração animal da Nestlé, a força da marca pode contribuir para que a empresa alcance uma posição de destaque, já que boa parte das vendas de rações concentra-se em redes de hipermercados e supermercados, onde as empresas já atuam.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (Anfal Pet), o mercado de ração animal tem como principal foco cães e gatos e e que 60% desses animais consumam alimentação industrializada - o que representa um potencial de expansão para as indústrias. No ano passado, o setor produziu 1,68 milhão de toneladas de ração para diversos tipos de animais e obteve uma receita de US$ 2 bilhões. A entidade estima que o Brasil tenha 21 milhões de cães e 9 milhões de gatos de companhia. A perspectiva para este ano é de que o setor cresça entre 5% e 6% em receita e 7% em volume, para 1,8 milhão de toneladas.
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| Março 2007 - Valor Econômico |
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| PETRÓLEO |
| A Energia do Brasil |
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O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli fala dos planos da companhia de liderar o setor na América Latina
Maurício Dias
O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, descartou a hipótese do Brasil firmar grandes contratos de exportação de álcool para os EUA. Em entrevista a CartaCapital, Gabrielli traça um rápido e didático perfil do funcionamento da empresa no governo Lula. Fala também do conflito do gás, provocado pela Bolívia, e do poderio da estatal que, em 2006, alcançou um lucro recorde de 25,9 bilhões de reais e tornou-se a mais lucrativa empresa de capital aberto da América Latina.
A cada ano que passa os números da Petrobras estimulam mais a importância que ela tem para o Brasil. Com investimentos estimados em 87 bilhões de dólares até 2011, a Petrobras caminha para em 2015 ser a empresa de energia líder na América Latina, segundo aposta José Sergio Gabrielli.
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| Março 2007 - Carta Capital |
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| Petrolíferas Vivem Novo Equilíbrio de Forças |
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Empresas de países como Irã e Brasil ameaçam poder das gigantes
Carola Hoyos, Financial Times
Com os preços do petróleo triplicando nos últimos quatro anos, um novo grupo de companhias de gás e petróleo ganhou destaque. A Saudi Aramco da Arábia Saudita, Gazprom da Rússia, CNPC da China, NIOC do Irã, PDVSA da Venezuela, Petrobras do Brasil e Petronas da Malásia são as novas forças do setor. Em sua grande maioria estatais, elas controlam quase um terço da produção mundial de petróleo e gás e mais de um terço das reservas totais de petróleo e gás. Já as velhas sete irmãs produzem apenas 10% do petróleo e gás mundiais e detêm somente 3% das reservas. Mesmo assim, a condição integrada destas proporciona receitas maiores que as das novatas. A diferença é que as velhas irmãs controlavam o setor e os mercados, e as novas estão fazendo as regras para serem seguidas pelas companhias internacionais de petróleo.
A International Energy Agency (IEA) calcula que 90% dos novos suprimentos virão dos países em desenvolvimento nos próximos 40 anos. Nos últimos 30 anos, 40% da nova produção vinha das nações industrializadas. A maior contribuinte será a Saudi Aramco, a número 1 da lista elaborada pelo "Financial Times". Ela pretende aumentar sua capacidade de produção de 11 milhões de barris por dia, que equivale a 13% do consumo mundial diário, para 12,5 milhões de barris/dia, e depois para 15 milhões de barris/dia. A estratégia manterá a Arábia Saudita como o maior "banco central" do petróleo do mundo.
Até o fim do ano passado, companhias como a BP e a Shell perderam a liderança nas bolsas de valores globais. O nacionalismo dos recursos naturais é o principal motivo dessa mudança no poder, porém com impacto diferente do ocorrido na década de 70. Desta vez, as companhias internacionais de petróleo não descobriram nenhum lugar capaz de produzir mais de 1 milhão de barris/dia. Enquanto isso, as companhias nacionais de petróleo estão se unindo no desenvolvimento de suas reservas, deixando o crescimento da indústria do petróleo e do gás nas mãos das novas sete irmãs e dos governos que as controlam.
As companhias internacionais de petróleo estão competindo não só com os donos de recursos, mas também com as companhias nacionais que se transformaram em caçadoras de recursos naturais. Companhias nacionais de petróleo e menor porte como a Petrobras e a Petronas também estão atentas. Elas possuem a vantagem de poder cortejar mais facilmente outras companhias nacionais de petróleo ricas em recursos. Os executivos internacionais do petróleo estão fazendo menos concessões como essas porque acreditam que o equilíbrio do poder não deverá mudar no curto prazo.
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| Março 2007 - Valor Econômico |
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| PSICOLOGIA DO CONSUMO |
| Assassinos Distraídos |
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Matamos espécies não por necessidade, mas por que somos negligentes para fazer de outra forma
Jeffrey D. Sachs
Os seres humanos estão eliminando as demais espécies do planeta. Em 1992, os governos do mundo prometeram pela primeira vez deter a extinção de outras espécies, induzida pelos seres humanos. A Convenção sobre Diversidade Biológica, acordada na Cúpula da Terra no Rio, estabeleceu que "a diversidade biológica é uma preocupação comum da humanidade". Em 2002, os signatários foram além, comprometendo-se com "uma redução significativa na taxa atual de perda de biodiversidade" até 2010. Lamentavelmente, a Convenção sobre Diversidade Biológica permanece basicamente desconhecida, sem patrocínio e descumprida. Matamos outras espécies não porque precisamos, mas por que somos negligentes demais para proceder de outra forma.
Alguns países ricos, como Espanha, Portugal, Austrália e Nova Zelândia, possuem frotas pesqueiras que adotam a chamada "pesca de arrastão". A pesca de arrastão é a forma de "baixo custo" utilizada para pegar algumas poucas espécies de pescado no mar profundo. Da mesma maneira, em muitas partes do mundo a floresta tropical está sendo removida para dar lugar a pastagens e lavouras de alimentos. O resultado é uma maciça perda de habitat e destruição de espécies, produzindo um minúsculo benefício económico a um enorme custo social.
Considerando que os custos dessas atividades são tão elevados e seus benefícios tão reduzidos, impedi-las seria fácil. Muitos países com florestas tropicais se uniram nos últimos anos para sugerir a criação de um fundo de conservação de florestas tropicais pelos países ricos, que daria aos pequenos agricultores empobrecidos uma pequena quantia de dinheiro para preservar a floresta. Precisamos designar uma rede global de regiões marinhas protegidas, nas quais pesca, esportes de vela, ações poluentes, dragagem, perfuração e outras atividades danosas seriam proibidas. O mundo deve negociar uma nova estrutura antes de 2010 para reduzir a mudança climática induzida pelo Homem.
Jeffrey D. Sachs é livre-docente de Economia e diretor do Instituto Terra na Universidade Columbia. É também consultor especial para as Nações Unidas na questão das Metas de Desenvolvimento do Milênio.© Project Syndicate/Europe's World, 2007 www.project-syndicate.org
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| Março 2007 - Valor Econômico |
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| Menos é Mais |
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O site inglês de pesquisa online WGSN aponta uma nova tendência no mundo do consumo: o bom senso. Isso mesmo. A página revela que os consumidores estão cada vez menos preocupados com nomes pomposos, campanhas publicitárias fantasiosas, embalagens fantásticas ou discursos mágicos. "Acreditamos que muitos consumidores estão cansados da idéia de fantasia com que algumas empresas envolvem seus produtos. Eles querem uma abordagem mais direta, pragmática e transparente", diz Ruth Marshall, jornalista inglesa que faz pesquisa para a unidade de inteligência de consumo do WGSN. O pensamento dessa parcela de pessoas pode ser resumido da seguinte forma: "Antes mesmo de ser politicamente correto, fale o que você pensa. Use a sua própria linguagem, seja transparente", afirma a jornalista.
Os números compravam esse fenômeno. Numa pesquisa feita pelo WGSN, 70% dos consumidores franceses ricos disseram ser influenciados pela qualidade e 68%, pelo preço, quando compram roupas e calçados. Dessa forma, estes compradores de alta renda estariam sendo menos influenciados pelo logotipo das marcas. A tendência do "bom senso" também pode ser detectada em posições como a anunciada pela associação americana de proteção ao consumidor. Ela defende que os rótulos dos produtos devem descrever o conteúdo e não trazer frases de efeito. Ruth cita ainda o sucesso do "marketing da realidade" , princípio da campanha do sabonete Dove que valoriza o corpo de suas consumidoras e não de modelos esculturais.
Essa campanha pela simplicidade resulta cada vez mais no desejo por qualidade. Os consumidores prezam por uma linguagem limpa e, em conseqüencia, as empresas são obrigadas a oferecer serviços e produtos mais transparentes e com qualidade superior. De acordo com o empresário Marco Suplicy, dono do Suplicy Café, em São Paulo, a venda de grãos a serem moídos em casa (para assim garantir um café mais fresco) cresce em média 40% ao ano. "Coisas que levam tempo são consideradas luxuosas. De acordo com a empresa de pesquisa Mintel, houve um crescimento de 25% em produtos que têm de ser feitos ou finalizados em casa", conta Ruth, do site WGSN.
A casa e o tempo dos consumidores vem assumindo uma nova importância na dinâmica do consumo. Isso porque, os espaços públicos começaram a ganhar uma cara de lar. E junto com essa vida mais pragmática, com o status sendo cada vez menos valorizado, a tecnologia será uma ferramenta de extrema importância. No entanto, "o desafio que se impõe é humanizá-la", diz a jornalista do WGSN. Ela cita o exemplo de empresas como a Philips e a Volskswagen que procuram resgatar o "sentido existencial" dos seus produtos e conectá-los com a vida cotidiana de seus consumidores.
No caso da Philips, ela menciona a campanha publicitária da da empresa holandesa cujo slogan é "sense and simplicity", algo como "bom senso e simplicidade". A idéia é tornar a "tecnologia tão fácil de manusear quanto a caixa que a protege". A Philips criou um site no qual as pessoas discutem e dão sugestões de como simplificar a vida e promove eventos pró-simplificação.
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| Fevereiro 2007 - Valor Econômico |
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