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| MARCAS |
| Tecnologia Filandesa |
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Em entrevista para a Latin Trade, o sucessor de Ollila na Nokia, Olli-Pekka Kallasvuo, fala sobre o mercado crescente de telefones móveis, sobre novas tecnologias e concorrência. Kallasvuo está no comando da empresa filandesa há 26 anos e já viu muita coisa do alto de seu posto. Agora, o grupo está pronto para competir em serviços de tecnologia com IBM, HP e Accenture, em bens eletrônicos contra Sony, Dell e Apple, além de continuar sua batalha com fortes rivais na área de celulares como Motorola, Samsung e Sony Ericsson, com a meta de reforçar a marca. A companhia de US$40,50 bilhões domina seu setor atualmente. A Nokia produz mais de um terço de todos os celulares no mundo e espera que as vendas de telefones saltem 36% para atingir 3 bilhões de aparelhos até 2008, com peso forte nos países em desenvolvimento, incluindo a América Latina.
O executivo comentou sobre o uso de tablet de acesso à internet, o mais novo produto lançado pela Nokia. Segundo ele, toda a categoria de produtos tablet é ainda muito incipiente, sendo, dessa forma, muito cedo em seu ciclo de vida para ser comparado ao volume dos celulares.
Quando é questionado sobre a possibilidade do tablet descartar completamente o uso de operadoras de telefonia para acesso à internet, Kallasvuo diz que isso é possível, mas é apenas uma parte do mercado. "É comparável a um PC, e o nosso negócio principal está mesmo na fabricação de celulares. E essa outra categoria ainda está em um estágio muito inicial. Eu acredito que haverá espaço para essa categoria e existirá espaço para categorias que exploram outros acessos de rádio além da cobertura ampla de celulares, como o acesso Wi-Fi", explica o executivo.
Kallasvuo ainda completa: "O que é verdade, claro, é o fato de que, com a tablet de Internet e os telefones de alta tecnologia, nós estamos adaptando muita tecnologia do PC. Desse modo, estamos penetrando nesse mercado e o volume geral nos negócios de telefone celular é maior do que em qualquer mercado. Esse é um grande mercado. Só na Índia, em agosto passado, eu calculo que 5,8 milhões de pessoas entraram nas redes celulares".
Para o filandês, há consumidores que olham para a sofisticação de seu celular muito além da funcionalidade do aparelho. E isso faz toda diferença na hora de comprar um telefone móvel com alta tecnologia e, portanto, caro. Sofisticação esta que Kallasvuo diz pertencer ao mercado emergente. "Eu acho que esses mercados são consideravelmente sofisticados. E as operadoras desses mercados são muito fortes, por suas posições e potencialidades, e existem várias delas presentes em muitos mercados. Elas são muito fortes e mostraram que podem conduzir muito bem essa indústria, ao contrário de países onde os mercados são muito fragmentados", afirma, complementando que dispositivos de música sofisticados encontrarão demanda nesse mercado.
Sobre o assunto escolha de tecnologias, Kallasvuo diz que a intenção da Nokia é sempre tomar distância suficiente para fazer opções pragmáticas sem ficar amarrada a apenas uma tecnologia. Ele também esclareceu porque a parceria com a Sanyo não doi adiante, a fim de converter a tecnologia para CDMA. "Quanto ao CDMA como tecnologia, decidimos em junho passado reduzir a nossa operação de pesquisa, desenvolvimento e fabricação de tecnologia de CDMA para podermos mudar para um tipo diferente de modelo de negócios, um ODM [fabricante original do projeto, na sigla em inglês em que compraríamos de outras pessoas e venderíamos com nosso nome. Com isso, não há pesquisa, desenvolvimento e fabricação próprias [para CDMA], e esta decisão, que acredito ser absolutamente correta, foi baseada na forma como vemos nosso futuro em tecnologia", conta o filandês.
Kallasvuo termina a entrevista falando sobre a preocupação que a Nokia tem com o gosto de seus consumidores e como é difícil agradar a gregos e troianos. "Os seres humanos não são semelhantes. Realizamos estudos sobre segmentação. Existe um grande segmento do mercado que quer mesmo apenas conectividade. Essas são as pessoas a que você se refere e que basicamente querem falar nos celulares. Claro que gostam de bom design de simplicidade, todo mundo gosta de simplicidade e desse modo preferem um telefone fácil, bonito e de boa qualidade. Entretanto, existem outras pessoas no mercado que pesam muito o lado fashion do aparelho. E há também muita gente que realmente gosta de ter muita tecnologia, claro que sempre fácil de usar, mas muita tecnologia e possibilidades tecnológicas. Por isso, é preciso projetar os telefones de formas diferentes para cada segmento, comenta.
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| Janeiro 2007 - LatinTrade |
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| MARKETING |
| Direto do México |
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A líder em vendas de catálogo acaba de inaugurar sua primeira loja no Brasil. Depois de estrear a idéia no México, a Natura abre a Casa Natura e revela uma estratégia de marketing ao mesmo tempo audaciosa e cautelosa. A experiência mexicana veio no embalo do processo de expansão internacional da Natura, que tem operações há mais de uma década em países como Argentina, Bolívia, Chile, Peru, além de uma loja em Paris. Com investimentos de US$20 milhões, a meta é avançar suas vendas diretas na Colômbia, Equador, Venezuela, Uruguai e Costa Rica.No Brasil, a marca se consolidou baseada na venda direta e hoje conta com um exército de 525.000 consultoras, como são chamadas as vendedoras do grupo. "Quando decidimos entrar no México, em 2005, já sabíamos que seria através do projeto da Casa Natura, pois o risco era menor num país em que a marca ainda não era conhecida."
A Casa Natura, idéia que nasceu no Brasil, foi implantada no México e voltou ao país de origem com um perfil diferente, não é uma loja convencional com balcão e caixa registradora. É um espaço aberto ao público, que sugere uma mistura de centro de convivência e loja, onde as pessoas podem experimentar os 600 itens da marca, comprar produtos, fazer cursos, além de massagens gratuitas. A intenção da empresa é que as consumidoras tenham maior contato com seus produtos. "Percebemos que somos uma empresa tão grande que corremos o risco de perder o contato com as pessoas", diz Bellora.
Principal concorrente da Natura, a Avon, deve contra-atacar, reforçando a imagem da marca e o relacionamento com suas revendedoras. A empresa não confirma a intenção de trilhar o mesmo caminho. Porém, fontes do mercado garantem que o grupo tem planos similares na agulha e deve dispará-los nos próximos meses. Outro concorrente da Natura, O Boticário, dono da maior rede de lojas de cosméticos do país, também começou a se movimentar no sentido de reforçar a imagem da marca. A companhia lançou recentemente produtos mais sofisticados e iniciou uma repaginação em suas 2.400 lojas.
O duelo entre empresas de venda direta não é nada fácil. Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e presidente do Conselho de Associações da Indústria Cosmética Latino-Americana (Casic), João Carlos Basílio, afirma que a cada ano surgem no Brasil 100.000 novas revendedoras e elas agarram o consumidor na esquina, antes de chegar à loja.
A idéia da Natura, por enquanto, é plantar uma loja em cada grande cidade brasileira, a segunda deverá ser em Belém, no Pará, e provavelmente nos demais países latino-americanos, como Chile, Argentina, Peru e Bolívia, além do México, nos quais está presente com 42.000 consultoras. A companhia faturou US$1,5 bilhão em 2005.
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| Janeiro 2007 - LatinTrade |
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| Um Tiro No Pé |
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No dia 16 de janeiro de 2007 a Red Bull esqueceu uma lição importante do mundo do marketing. Segundo o publicitário Alexandre Gama, a empresa austríaca ignorou a máxima que no marketing temos que perder boas oportunidades. Ele está falando sobre a entrega da bebida energética no local do resgate de vítimas no buraco gigantesco que se abriu em São Paulo devido às obras do metrô. Meninas bonitas e arrumadas distribuiam as latinhas para os trabalhadores num dia e, na manhã seguinte, os jornais estampavam a gafe da multinacional. A opinião pública foi impiedosa e não poupou críticas.
Durante a operação a situação era de estresse, cansaço, sede e desânimo. Ainda assim não era ambiente para se fazer uma ação promocional desse tipo. Dona de um único produto, a Red Bull vende sobretudo uma imagem jovem e aventureira, cheia de energia. Não havia como extrair esses dividendos num local marcado por uma tragédia.
Após ver o tiro que deu em seu próprio pé, a empresa divulgou um comunicado. O texto dizia que tais funcionárias são orientadas a abordar pessoas em situações de cansaço físico e/ou mental - como, por exemplo, médicos durante plantões, bombeiros, caminhoneiros que realizam longas viagens e esportistas - para beneficiá-las com o efeito energético da bebida. No entanto, nenhuma dessas situações (plantões médicos, viagens de caminhoneiros e eventos esportivos) tem qualquer semelhança com desastres em obras de metrô.
A Red Bull possui um marketing agressivo, bem-humorado, inovador e eficiente. Sua imagem certamente não será destruída por conta desse episódio. Mas o currículo da empresa poderia passar sem ele.
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| Janeiro 2007 - Dinheiro |
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| MARKETING ESPORTIVO |
| A Espanha no Topo |
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A empresa de auditoria e contabilidade Deloitte & Touche LLP publicou em seu relatório que o Barcelona roubou do Manchester United a segunda posição do ranking de times de futebol mais ricos do mundo, ficando atrás apenas de seu rival espanhol Real Madrid depois de ter vencido a Copa dos Campeões da Europa pela primeira vez desde 1992.
"A Espanha dominou a liga do dinheiro no futebol este ano", disse em comunicado divulgado por e-mail Dan Jones, sócio da divisão de negócios esportivos da Deloitte. Segundo o informativo da Deloitte, a receita do Barcelona cresceu 25%, para ? 259 milhões (US$ 337 milhões), na temporada encerrada em maio de 2006. O Real Madrid ficou com a primeira posição pelo segundo ano consecutivo, após ter registrado vendas de ? 292 milhões, uma alta de 6%.
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| Fevereiro 2007 - Gazeta Mercantil |
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| MARKETING PROMOCIONAL |
| Confete e Serpentina fazem Parte do Passado |
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Já foi o tempo em que as pessoas faziam suas fantasias e iam para a avenida ou para o salão pular carnaval ao som de "Chiquita Bacana" e que confetes e serpentinas eram a alegria dos foliões. Hoje, as festas, como os desfiles das escolas de samba e os trios elétricos da Bahia, são planejadas cuidadosamente e com muita antecedência. No entanto, esse planejamento vai além da esfera pessoal e chega à estratégia de marketing das empresas.
A Sminorff, a vodca mais vendida no mundo, por exemplo, é a maior patrocinadora dos circuitos do carnaval de Salvador e aposta na sede daqueles que não param de dançar. "Neste ano, ao mesmo tempo que lançamos a Smirnoff Black, com a quarta destilação realizada em alambique de cobre em respeito às tradições russas, estamos também lançando a versão mais brasileira da marca: a Smirnoff Caipiroska, que celebra a inclusão total da bebida à cultura brasileira", diz Eduardo Bendzius, diretor de marketing no Brasil da Diageo, empresa proprietária de algumas das marcas mais consumidas no mundo, como Smirnoff, Johnnie Walker e Guiness.
Investir em produtos exclusivos que apresentam o perfil de diferentes países já faz parte da estratégia da fabricante de destilados. "O projeto Caipiroska foi o primeiro projeto de desenvolvimento de produto na história da empresa que ocorreu fora do circuito Inglaterra-Estados Unidos", comemora. "Foi uma iniciativa brasileira que encontrou total apoio da matriz", completa o executivo da líder mundial do setor de bebidas alcoólicas, com vendas de 9,7 bilhões de libras e lucro operacional de 2 bilhões de libras em 2005.Originária da Rússia, a Smirnoff já há alguns anos detém a posição de marca de destilado mais consumida no mundo e de campeã de vendas no Brasil, com 27,7% de market-share segundo Nielsen. Atualmente o Brasil é o quarto maior mercado de Smirnoff no mundo e o terceiro maior de Smirnoff lce. Aliás, na categoria Ice, a Smirnoff domina com 70,4% de participação no Brasil em volume e 72,8% em valor, também de acordo com a Nielsen. Entretanto, levando a sério a premissa de que cabe ao líder de um mercado capitanear ações inovadoras, a marca vem ousando não só na criação de produtos como também em ações de marketing. "Neste ano vamos investir R$ 17 milhões em ações durante o verão", anuncia Walter Celli, gerente de marketing Smirnoff. "Esse montante é cerca de 30% maior do que o orçamento de 2006", assinala. Segundo Celli, cerca de metade da verba, ou seja, mais de R$ 8 milhões, será investida no carnaval de Salvador, mais especificamente no patrocínio do camarote Expresso 2222, de Gilberto e Flora Gil, e nas respectivas ações de ativação desse patrocínio.
A outra metade do orçamento de R$ 17 milhões para o verão Smirnoff será investida na campanha publicitária criada pela Neogama/BBH, que inclui spots de rádio focados no conceito de consumo responsável, que é uma das preocupações centrais do marketing da Diageo. Neste verão, os 20% da verba de mídia que seriam dedicados às peças que têm como assunto principal o beber com responsabilidade, no caso de Smirnoff Ice, cresceram para 30%.
Se em Salvador quem manda é o destilado, no Rio de Janeiro, ninguém tira a cerveja da primeira colocação. Durante a semana de carnaval, a cidade movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano e gera 300 mil postos de trabalho, considerando serviços, turismo e desfiles. Em relação aos desfiles de escolas do grupo especial, o mais famoso e bem-sucedido do Brasil, são destinados R$ 100 milhões em compras de tecidos, plásticos, tintas, metais, papéis e outras matérias-primas que compõem a festa de luz e cor que tem como palco os 700 metros de extensão do Sambódromo projetado por Oscar Niemeyer e que recebe 600 mil pessoas por noite.
Na guerra das cervejarias para impressionar o consumidor durante o reinado de Momo, o grupo Schincariol conquistou a exclusividade na Marquês de Sapucaí e também está investindo alto no carnaval nordestino. O grupo, além de comprar a cota master do carnaval 2007 em Salvador, mantendo-se presente pelo sétimo ano consecutivo na festa de maior participação popular do planeta, também terá grandes ações em outros estados do Nordeste e no Sul. Para essa época, a empresa concentra 30% de sua verba total de eventos. A marca é líder em importantes estados da região, como na Bahia, com 41,8% de market share, e em Pernambuco, com 34,2% do total.
No entanto, engana-se quem pensa que São Paulo, conhecida antigamente como o "Túmulo do Samba", fica atrás dos cariocas. É interessante notar que, segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae/RJ, em parceria com a Associação Comercial do Rio de Janeiro, cerca de 80% das matérias-primas utilizadas pelos foliões e alegorias do carnaval carioca saem das indústrias paulistas. O carnaval paulista movimenta 52 setores da economia, gerando 25 mil empregos temporários e efetivos e recebe anualmente cerca de R$ 80 milhões em investimentos, de prefeitura, patrocinadores, direitos de transmissão e leis de incentivo à cultura. Este ano a estimativa da São Paulo Turismo é de que sejam movimentados por turistas cerca de R$ 30 milhões de reais durante os quatro dias do carnaval, o que representa um crescimento de 20% em relação a 2006, quando o reinado de Momo rendeu R$ 25 milhões para a cidade. O número de turistas que visitarão a capital paulista durante o carnaval é estimado em 27 mil, sendo 81,4% do total turistas nacionais, e 18,6% estrangeiros.
O grupo Ambev está entre os que acreditam no carnaval paulistano e comprou cota de patrocínio dos desfiles. Por meio da marca Brahma, a empresa vai desenvolver sua estratégia de marketing na festa.
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| Fevereiro 2007 - Forbes |
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| Patrocínio na Avenida - 1º Parte |
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Cota Para o Carnaval.
Foi em 1987 que a Avenida do Sambódromo do Rio de Janeiro viu o primeiro samba-enredo de uma escola ser patrocinado. E lá se vão 20 anos que a Unidos do Cabuçu ficou em sétimo lugar no carnaval carioca com o tema Roberto Carlos na Cidade da Fantasia, com patrocínio da prefeitura de Cachoeira de Itapemirim, cidade natal do Rei da Jovem Guarda. Muitos dos hinos carnavalescos cantados nos sambódromos do Rio de Janeiro e de São Paulo recebem aporte financeiro de empresas, cidades e governos e até mesmo do governo federal. No entanto, os regulamentos da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e da Liga das Escolas de Samba de São Paulo (LigaSP), porém, proíbem qualquer merchandising explícito em alegorias, fantasias e até nas roupas dos empurradores de carros alegóricos.
Desde então, o patrocínio vem se tornando constante nos carnavais. E, em 1996, os enredos das escolas cariocas passaram a assumir o formato de "projetos culturais". Elaborados por especialistas, os enredos passaram a ter vida própria, capazes de proporcionar a busca por patrocínios. Estima-se que até agora cerca de 40 deles foram patrocinados no Rio de Janeiro.
O carnaval de 2006 bateu o recorde de patrocínios. Muitas empresas não divulgam valores, mas estima-se que a soma chegou à marca de R$ 10 milhões, apenas no desfile da Marquês de Sapucaí. Sete das 14 escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro receberam patrocínios, ao falar de rios, cidades, Estados, países ou continentes. Para 2007, apenas três escolas cariocas confirmaram ter recebido aporte de instituições e companhias: Estácio de Sá, Portela e Imperatriz Leopoldinense. A Unidos de Vila Isabel alegou não falar em patrocínio. Ela venceu o campeonato em 2006, pela segunda vez na história, com o samba Soy Loco Por Ti América: a Vila Canta a Latinidade, e recebeu mais de R$ 2,5 milhões da empresa estatal Petroleos da Venezuela (PDVSA). A Estácio de Sá, depois de dez anos na segunda divisão, reedita seu samba de 1987, O Tititi do Sapoti, que conta a história da goma de mascar. A escola conseguiu apoio da Cadbury Adams. Segundo Marcel Sacco, diretor de marketing da companhia, os investimentos chegam a R$ 2 milhões, entre patrocínio, ações de marketing e relacionamento e apoio aos projetos sociais da escola. Já Portela tem como enredo a realização dos Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro com o título 'Os Deuses do Olímpo na Terra do Carnaval'. Uma Festa do Esporte, da Saúde e da Beleza. O governo federal, por meio do Ministério do Esporte, liberou R$ 2,25 milhões para a escola. E a Imperatriz Leopoldinense começa seu samba-enredo falando do lendário apresentador Chacrinha. Porém, utiliza um bordão do apresentador para apresentar seu homenageado: o bacalhau. O Conselho Norueguês de Pesca (CNP) destinou cerca de R$ 1,5 milhão para falar do produto pescado no mar do Norte.
Um dos maiores cases entre patrocínio e samba-enredo aconteceu em 1992, com Acadêmicos do Salgueiro e TAM. O enredo que fazia uma homenagem à aviação brasileira tinha como título Asas de um Sonho, Viajando com o Salgueiro, o Orgulho de Ser Brasileiro e, além de ter o slogan da companhia no refrão do samba, contava com referências claras à empresa, como "riscando o céu de vermelho, estende o tapete, lá vem meu Salgueiro".
As marcas também desfilam, mas de outra forma: como patrocinadores nas áreas comuns dos sambódromos. No Rio, o Bob's estará pelo 13º ano na avenida. Já o Bradesco entra no lugar do Unibanco e faz sua estreia na Marquês de Sapucaí. Os outros patrocinadores são Nestlé, Coca-Cola, Unimed, Nova Schin, Souza Cruz, Fiat e Supermercados Guanabara. No total, o investimento chega à marca de R$ 6 milhões. Neste ano, na avenida, ainda estréia uma outra modalidade de patrocínio. Em uma ação criada pelo Innova Group, a apresentadora Dora Vergueiro vai comandar um bloco de 11 percussionistas que aproveitarão o som que sai das caixas das balas Tic Tac para acompanhar a bateria da Portela.
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| Fevereiro 2007 - Meio & Mensagem |
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| Patrocínio na Avenida - 2º Parte |
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Patrocinadoras com sotaque bahiano.
Os patrocínios também rondam terras soteropolitanas e vêm confirmar que hoje não existe carnaval sem a presença de grandes marcas ou companhias. O carnaval de Salvador é considerado a maior festa popular do mundo, com mais de 2 milhões de pessoas por dia. Então, há lugar melhor no planeta para expor uma marca? As estratégias vão desde patrocínios em camarotes e peças nos meios de comunicação a lançamento de produtos, latas personalizadas e trio elétrico próprio. Além dos cotistas, como Nova Schin e Coca-Cola, a folia baiana terá entre seus principais investidores Smirnoff, Skol e Credicard Citi.
Com R$ 8,5 milhões inseridos no evento de Salvador, 50% do valor destinado às ações neste período em todo o País, a Smirnoff espera dobrar as vendas de seu produto Ice e consolidá-lo como a mais nova bebida das micaretas animadas ao som do axé. Um dos fatores importantes para entrar na briga com as cervejas foi o formato lata de Smirnoff Ice, lançado em 2006 e que chega no Brasil este ano. Porém, uma das melhores jogadas de marketing da fabricante de destilado foi uma ação que valoriza o consumo responsável do produto. A Smirnoff fechou uma parceria com uma empresa de táxi de Salvador e distribuirá vouchers com descontos nas corridas para os foliões.
A Skol é outra que terá latinhas decoradas nas iniciativas realizadas durante a folia de Salvador. A marca estampa seus produtos com desenhos dos blocos Balada, Camaleão, Me Abraça e Skol d+, este último (fundado há três anos) a grande jogada de marketing da empresa. Além da briga para ver quem é mais original na conquista pelo consumidor, há a disputa também pelas cotas de patrocínio vendidas pela Empresa de Turismo da Bahia (Emtursa). A Nova Schin, que adquire pelo sétimo ano consecutivo a cota máster, terá sua publicidade nos três circuitos da festa. Se não bastasse essa grande divulgação, o produto patrocina ainda 16 blocos e 8 camarotes, além de ter 600 faces em mobiliário urbano distribuídas pela capital. Já a Norsa, produtora e distribuidora dos produtos Coca-Cola em quatro Estados do Nordeste, fechou a cota denominada circuito para divulgar seu mais novo produto, lançado no dia 5: a Coca-Cola Zero, que não contém açúcar. A ação agrega três blocos e quatro camarotes, outdoors, materiais nos pontos-de-venda e muito marketing de ativação durante o dia nas praias da cidade. Outra marca que entra forte na folia soteropolitana é a Credicard Citi, que pretende aproveitar a multidão das ruas para popularizar sua imagem. Para isso, a estratégia do Grupo Citibank passará a focar o consumidor final, e não mais o relacionamento com o público, posicionamento adotado pela companhia nos últimos seis anos.
No entanto, apesar da grandeza e repercussão que tem o carnaval da capital baiana, Emtursa, responsável pela organização da festa, encontrou dificuldades para fechar as cotas de patrocínios. Até a quinta-feira, menos de dez dias para começar a folia, apenas três empresas haviam fechado os investimentos: Nova Schin, Coca-Cola e a rede Insinuante de varejo. Mesmo com a fraca captação de verbas, a Emtursa está otimista em alcançar o montante de R$ 5 milhões inseridos pelas empresas privadas. "Será o maior patrocínio já fechado pela prefeitura", diz Fernando Ferrero, presidente do órgão municipal. Para viabilizar o carnaval deste ano, o governo do Estado disponibilizará R$ 4 milhões à administração soteropolitana, 25% acima do destinado no em 2006, e mais a ajuda de R$ 1,8 milhão aos blocos afros que participam da folia.
Ainda no Nordeste, mas em Recife, o folião também encontra animação misturada com outdoors, banners, folders e faixas. O Estado Pernambucano encontrou uma forma de atrair o turista e os patrocinadores para a região: desde 2002 vem privilegiando as diversidades culturais através de atrações musicais e artísticas separadas em pólos durante o evento. A estratégia surtiu efeito e a verba inserida pelos anunciantes saltou de R$ 300 mil para R$ 4,7 milhões, e a expectativa é manter os investimentos privados em torno dos R$ 5 milhões em 2007. Com um total de nove cotas que variam de R$ 200 mil a R$ 700 mil, o carnaval recifense atraiu neste ano companhias como Ambev, Elma Chips, Oi, Caixa Económica Federal, Banco BGN e Companhia Hidro Elétrica de São Francisco (Chesf). Como retorno, suas marcas estarão expostas aos mais de 1,5 milhão de foliões.
Somente o bloco Galo da Madrugada, referência do carnaval pernambucano, alcança uma verba anual similar à sua grandiosidade. A agremiação deve alcançar neste ano um faturamento de cerca de R$ 1 milhão. O montante é proveniente das cotas de patrocínio, que chegam a R$ 70 mil e atraem marcas do porte de Montilla, Nova Schin, Engarrafamento Pitu e Chesf.
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| Fevereiro 2007 - Meio & Mensagem |
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| Patrocínio na Avenida - 3º Parte |
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Ao vivo e em cores.
O "negócio carnaval" vem se mostrando bastante rentável para a TV aberta, principalmente para a Globo e Bandeirantes. Enquanto a empresa dos Marinhos detém os direitos de transmissão dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo, a da família Saad foca todas as suas atenções no carnaval da Bahia, cuja cobertura já virou uma marca: Band Folia. Willy Haas, diretor geral de comercialização da Globo, diz que o projeto comercial da emissora está entre os mais tradicionais e reconhecidos pelo mercado publicitário. Neste ano, Nova Schin e Bradesco são os cotistas nacionais, tendo investido cerca de R$ 15,5 milhões. No Rio, as cotas locais ficaram com Belocap, Prezunic e Unimed Rio. Em São Paulo, com a Racco Cosméticos.
Marcelo Mainardi, diretor comercial da Bandeirantes, diz que o Band Folia, em 2007 em sua sétima edição, já se tornou um dos principais eventos regulares da emissora no primeiro semestre. Neste ano patrocinam a transmissão Ford, Ambev, Finasa e Bahia-tursa, com cotas no valor de tabela de R$ 8,3 milhões cada (ainda há uma disponível para o mercado). Mainardi lembra que também existem anunciantes com participações avulsas, como iG, Unilever e o próprio Ministério da Saúde, que divulga o uso de preservativos, além de promover outras ações de merchandising.
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| Fevereiro 2007 - Meio & Mensagem |
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| Patrocínio na Avenida - 4º Parte |
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Organizações de eventos faturam em Salvador
As empresas de eventos aproveitam o formato do carnaval de Salvador para faturar altas quantias durante os dias de festa. Os espaços mais disputados são os cerca de 60 camarotes existentes nos três circuitos da folia, Barra-Ondina, Campo Grande e Batatinha (Centro Histórico), que recebem desde interessados a pagar R$ 400 por noite a convidados internacionais. Entre essas empresas estão 2GB, Camarote Marketing e Promoções, iContent e B2 Eventos, cujas expectativas de faturamento ao final da festa variam de R$ 1,8 milhão a R$ 3 milhões.
O montante vem dos patrocínios alcançados com marcas de expressão nacional, em sua maioria. A 2GB produz os espaços Skol Fest e Ondina Towers, que juntos comercializam dez cotas com valores que vão de R$ 50 mil a R$ 300 mil. Com a ampliação de seu camarote (o Planeta Othon), a Camarote Marketing e Promoções negociam suas cotas que variam de R$ 90 mil a R$ 290 mil. Já a paulista B2 Eventos, que participa pela primeira vez da folia de Salvador, organiza, dentro do camarote Expresso 2222, espaços para as marcas Smirnoff e Sky, com investimentos de R$ 1,5 milhão e R$ 800 mil.
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| Fevereiro 2007 - Meio & Mensagem |
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