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| CALL CENTER |
| Os Desafios do Call Center |
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Uma galinha dos ovos de ouro. Podíamos denominar assim o setor de call center no Brasil. Nos últimos cinco anos, os negócios cresceram uma média anual próxima dos 25% e a previsão é que aumente em 8% a 10% por ano até 2010. Ou seja, mesmo a um ritmo mais lento, o mercado crescerá praticamente o dobro do PIB. Isso sem falar no número de empregados. Atualmente, há 254 mil pessoas trabalhando na área.
Os números registrados pelas empresas não deixam mentir esse progresso. A Contax, do grupo Telemar, encerrou o ano com 49 mil funcionários, superando o contingente de empresas como a Petrobras, que conta com 47 mil pessoas, e o Banco Itaú, que reúne cerca de 40 mil. A Atento, controlada pela espanhola Telefônica, rivaliza com a Casas Bahia. Sua expectativa era de encerrar o ano com 57 mil funcionários, um volume superior ao da maior rede de eletrodomésticos e móveis do país, que emprega 56 mil trabalhadores. Já a Telefutura vai saltar de 11 mil para 15 mil funcionários, prevê Luiz Mattar, presidente da companhia. A Telefutura aumentou sua receita em 25% no ano passado e prevê um salto de 48% neste ano, de R$ 220 milhões para R$ 320 milhões.
A terceirização do serviço compreende uma pequena parcela do mercado total disponível, apenas 36%, o que soma um valor de U$ 1,6 bilhão. O restante ainda é feito internamente, sem uma estrutura avançada. Isso anima as empresas especializadas, que não tiram os olhos dos possíveis clientes.
No entanto, as empresas sabem que o setor está alcançando um processo de maturação. Muitos executivos concordam: uma onda de consolidação está por vir e só os mais competentes sobreviverão.
Outro fator preocupante está no lado mais brilhante do Call Center: as contratações. As empresas temem perder espaço para os centros internacionais. Isso porque, países como a índia e Filipinas não possuem os encargos trabalhistas pesados que o Brasil apresenta. Enquanto isso, o movimento de consolidação já começou entre os fornecedores das empresas de call center. Há dois meses, a Spread, um grupo brasileiro especializado em tecnologia de rede e call center, comprou a Dynamic Tecnologia e a 3Corp, esta última especializada em integrar os produtos da Alcatel no país.
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| Janeiro 2007 - Valor Econômico |
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| CONSUMIDOR |
| Milionários na Terra de Gandhi |
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Na Índia uma nova "casta" não pára de crescer: a dos milionários. Apesar de a pobreza extrema fazer parte do cotidiano do país, os milionários só pensam em engordar seus cofrinhos. Atualmente, cerca de 83 mil indianos possuem mais de US$ 1 milhão; há dois anos, eram 71 mil, segundo estima a American Express. O número aumenta 13% ao ano. Pela matemática da AmEx, em 2009 haverá 1,1 milhão de pessoas físicas com ativos no valor de US$ 100 mil, uma soma nababesca na Índia, em comparação com o número atual de 700 mil.
Enganou-se quem pensou que essas fortunas provêm de heranças. Grande parte disso é dinheiro novo, proveniente de setores como o de serviços de software, telecomunicações, finanças e imobiliários. "A Índia é o mercado que mais cresce em criação de riqueza", diz Nicholas Windsor, diretor de serviços financeiros pessoais do HSBC índia, que ano passado criou uma unidade de private banking, de administração de grandes fortunas, para atrair clientes com investimentos de mais de US$500 mil.
O alto padrão de vida desses abastados é alimentado pelo mercado de luxo, cujas ofertas são inúmeras num país emergente como a Índia. O primeiro lugar em que a nova classe endinheirada normalmente mostra seu dinheiro é em grandes casas ou apartamentos luxuosos. Em setembro, a Ambience Builders & Developers investiu US$ 120 milhões em um terreno de 60 acres em Hyderabad, onde planeja construir casas de alto padrão. Cada uma das grandes cidades indianas tem entre 400 e 500 casas estimadas em mais de US$ 2 milhões, de acordo com a agência imobiliária Knight Frank, de Mumbai.
Outros mimos cobiçados pelos milionários são os carros. Modelos de alto luxo, incluindo os da marca Ferrari, vêm ganhando força. A rede de concessionárias National Garage informa que a demanda pelos automóveis de mais de US$ 200 mil é muito maior do que a oferta. Na Navnit Motors, os clientes compraram no ano passado 200 BMWs de até US$ 150 mil e 10 Rolls-Royces de até US$ 600 mil - o quádruplo de cinco anos atrás.
Marcas de roupas e acessórios começam a ver a Índia como um grande filão. Grifes como Louis Vuitton, Hugo Boss, Valentino, Gucci e Fendi já vêm investindo na região. E o mercado não pára de crescer. Atualmente, o setor movimenta US$ 434 milhões por ano e pode chegar a US$ 800 milhões até 2010. No ano passado, os indianos gastaram US$ 141 milhões em relógios de luxo e o ritmo de aumento nas vendas é de 40% ao ano.
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| Janeiro 2007 - Valor Econômico |
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| CONSUMO |
| Direto das Telas dos Cinemas |
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Grandes lançamentos do cinema já fazem parte de planejamentos anuais de empresas como fabricantes de brinquedos, de alimentos e de games. Os executivos descobriram importantes filões do mercado nos personagens esquecidos em décadas passadas. A Gulliver prevê elevar o faturamento em 15% no ano de 2007, para 50 milhões de reais, graças a uma dupla insólita de heróis. O mascarado Homem-Aranha e o ogro Shrek serão responsáveis, juntos, por 30% da receita da empresa nesse ano. Ambos voltam pela terceira vez às telas dos cinemas em maio e junho. Respectivamente o calendário de lançamentos também assinala a chegada de outros poderosos garotos-propaganda, do Quarteto Fantástico às bonecas Bratz, em versão com atores de verdade.
Como o processo de licenciamento para vender produtos com a marca dos personagens começa meses antes dos lançamentos dos filmes, boa parte dos ganhos associados às estrelas de 2007 já foi contabilizada em 2006. O faturamento da ITC, detentora dos direitos sobre os personagens da Marvel no Brasil, disparou 138% em 2006 graças, principalmente, ao Homem-Aranha, que se firmou como o protagonista de filmes mais rentável para a companhia até hoje. "O lançamento de um filme pode aumentar em mais de 100% as vendas de produtos associados aos personagens, mesmo que eles já estejam presentes nos quadrinhos e na tevê, como é o caso do Homem-Aranha",
Não é difícil entender por que o alter ego do fotógrafo nova-iorquino Peter Parker exerce tanto fascínio sobre o mundo dos negócios, também no Brasil. Homem-Aranha 1 foi assistido por quase 8,5 milhões de espectadores em 2002. Dois anos depois, o segundo longa-metragem com o herói levou 7,7 milhões de pessoas aos cinemas e rendeu, nas bilheterias, mais de 48 milhões de reais. A Gulliver, que detém a exclusividade para vender as réplicas articuladas do Aranha no Brasil, precisa importá-las da Hasbro, a fabricante oficial do personagem. "Vale a pena", diz o diretor-comercial da empresa brasileira,
Um dos personagens mais antigos do cinema internacional também segue sua carreira fora das telonas. O veterano dos ringues Rocky Balboa, interpretado pelo ator Sylvester Stallone desde 1976, que chegará este ano à sexta produção da série, será associado a uma das tecnologias mais promissoras atualmente, a dos jogos de telefones celulares. O escritório brasileiro da desenvolvedora de softwares americana Skyzone criou o game, que será oferecido aos usuários das operadoras Vivo, TIM e Claro. O diretor da empresa, Carlos Estigarribia, espera que o produto venda em torno de 50 mil cópias, desempenho equivalente ao dos melhores títulos, a um preço inicial de 10 reais.
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| Fevereiro 2007 - Carta Capital |
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| Estudo Mostra que PNAD Subestima Renda em R$ 219 milhões |
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Raquel Salgado, De São Paulo
A renda das famílias brasileiras é 26% maior do que a apurada pela pesquisa da PNAD. A subestimação de R$ 219 milhões é apontada por um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que compara o número da PNAD com a da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) e com os números do Sistema de Contas Nacionais (SCN). Todos esses dados são do IBGE. O motivo seria a renda do trabalho, que é mal captada pela PNAD. Muitos não declaram ganhos como 13º salário, saques do FGTS, vale-refeição e vale-alimentação.
A renda dos ativos vem em segundo lugar na contribuição para a subestimação da renda. O dinheiro fruto do aluguel imputado (aquele que a pessoa deixa de pagar se mora em casa própria) é 14,5% maior, enquanto que os lucros com aluguéis, juros e dividendos é 17,1% maior na POF do que na medição da PNAD. Os cálculos mostraram que apesar da renda das famílias ser maior do que aquela com a qual trabalham governo, consultorias e especialistas, esse diferencial não altera a desigualdade social medida pelo coeficiente de Gini.
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| Março 2007 - Valor Econômico |
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