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| BANCOS |
| HSBC recupera investimentos no Brasil |
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Lucros acumulados em dez anos de operação no país estão perto de cobrir gastos em aquisições
Maria Christina Carvalho, De São Paulo
Diante da expectativa de problemas com a inadimplência no mercado americano, a participação do Brasil nos lucros mundiais do HSBC pode subir. Com o resultado de 2006, o HSBC terá acumulado no Brasil um lucro próximo dos quase US$ 2 bilhões que gastou no país desde a compra do Bamerindus, há dez anos. A quebra do banco era prevista há algum tempo, devido à estabilização econômica promovida pelo Plano Real, que abalou o sistema financeiro ao liquidar os ganhos inflacionários. As relações entre os dois bancos eram antigas, já que desde a década de 80, o Bamerindus tinha uma parceria estreita com o Midland, banco também britânico, adquirido pelo HSBC em 1992.
O HSBC sempre esteve disposto a investir no Brasil. Chegou a ter uma lista de cinco bancos alvos que o interessavam, entre os então maiores do mercado. O Bamerindus era um deles e custou US$ 1 bilhão. Em 2003, a aposta no país foi dobrada com a aquisição das operações do Lloyds no país, por US$ 815 milhões. Dos outros quatro, apenas um ainda existe. As relações antigas do Midland com o Bamerindus favoreceram a parceria. Ela começou com um investimento de US$ 65 milhões, equivalente a 6,14% do banco, feito em novembro de 1994. O chairman William Purves tomou a decisão de investir, apesar dos riscos. A idéia era fazer uma parceria em financiamento ao comércio exterior. Em 1996, o HSBC baixou a prejuízo todo o investimento.
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| Março 2007 - Valor Econômico |
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| BEBIDAS |
| Zero, Light ou Diet? |
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As maiores fabricantes de refrigerantes e bebidas travam uma disputa no mercado das bebidas saudáveis. A Coca-Cola sai na frente e ataca. A Pepsi vem pela lateral e contra-ataca. E assim segue a competição dentro de campo. O primeiro lançamento foi o da água com sabor Aquarius, nas versões laranja e limão, distribuídas inicialmente no Rio de Janeiro e em Ribeirão Preto (SP). "Em dez meses, vendemos três vezes mais do que imaginávamos", diz Andréa Mota, diretora de marketing de novas bebidas da Coca-Cola. Com distribuição nacional iniciada este ano, a Aquarius era fabricada em apenas uma planta da multinacional, no Estado do Rio de Janeiro. Hoje, as 18 unidades fabris da empresa estão produzindo a água saborizada.
A Pepsi não demorou para reagir e lançou a H20H!, que é 99% água, tem metade do gás de um refrigerante comum e leva ainda 1% de suco de limão e vitaminas do complexo B. Como não tem calorias, o produto compete no setor das bebidas light e diet e, desde que chegou à mesa do consumidor, não pára de ganhar mercado. "Em outubro, tínhamos 2% das vendas do segmento diet/light em São Paulo. Em novembro pulamos para 9% e em dezembro, chegamos a 11,2%", diz Gustavo Siemsen, diretor de marketing da Pepsi. A Coca-Cola Light, segundo dados da AC Nielsen, perdeu quatro pontos de participação, passando de 36% para 32% nesse período.
Temendo perder a competição, a Coca apresentou a Coca-Cola Zero. Sem nenhuma caloria, a bebida possui o mesmo sabor da original (o que a versão light não alcançou) e pretende atingir o consumidor jovem que se preocupa com a forma. Apesar de perder no quesito inovação para sua concorrente, a Coca ainda possui um sistema de distribuição mais eficiente que o da Pepsi. Isso sem falar na cartada final: O Enviga. Fabricada pela Coca-Cola, a bebida estreou há dois meses nos EUA prometendo nada menos do que emagrecer. A companhia garante que três latas do Enviga, que leva o mesmo antioxidante do chá verde, queimam de 60 a 100 calorias.
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| Janeiro 2007 - Valor Econômico |
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