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| AGRONEGÓCIOS |
| Jogo Pesado no Tanque |
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Bush quer diminuir a dependência do petróleo com o etanol brasileiro
Por André Siqueira
Por ter sido o único país que conseguiu substituir em larga escala a gasolina pelo etanol, o Brasil despertou o interesse dos Estados Unidos. Há quem avalie que o país só tem algo a ganhar se o acesso do álcool obtido à base de cana-de-açúcar ao mercado norte-americano for facilitado. Porém, a produção brasileira está longe de saciar a demanda potencial dos EUA por etanol. No mercado interno brasileiro, foram consumidos 15 bilhões de litros em 2005, um volume muito superior aos 3,4 bilhões de litros de produção excedente, que tiveram como destino a exportação.
A previsão da União Brasileira da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única) é a de que, nos próximos seis anos, o mercado interno de álcool vai aumentar 250%, enquanto a elevação das exportações não deve chegar a 100%. Por aqui, o biocombustível foi suficiente para substituir 45% da gasolina consumida pelos automóveis. Enquanto isso, os americanos tiveram ainda de importar quase 2 bilhões de litros para abastecer os carros capazes de rodar com etanol. Os flex fuel americanos representam apenas 2,1% da frota total de veículos em circulação e utilizam uma mistura de, no máximo, 85% de álcool à gasolina. No Brasil, esse tipo de motor estava em 82% dos carros novos vendidos em janeiro, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Para saciar o mercado americano, qualquer país teria que assumir riscos ambientais.
A revista Scientific America mostra que a produção de etanol de milho cria quase a mesma quantidade de CO2 que a produção de gasolina. A queima de etanol em veículos oferece pouca, se alguma, redução da poluição. Mesmo se 100% da produção americana de milho fosse destilada em etanol, só supriria uma pequena fração do combustível consumido pelos veículos do país. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) manifestaram descontentamento com o modelo de expansão do etanol voltado à exportação.
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| Março 2007 - Carta Capital |
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| ALIMENTOS |
| A Retomada da Perdigão |
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A Perdigão (PRGA3) é uma das maiores empresas de alimentos e processadoras de carnes da América Latina. Em 2006, a empresa adquiriu 51% de participação na Batávia e, com ela, os ativos, a tecnologia dos processos de produção e os direitos da marca Fruitier, permitindo a diversificação e a ampliação das atividades da no segmento de produtos lácteos e de sobremesas cremosas de frutas. Adicionalmente, o grupo aderiu ao Novo Mercado da Bovespa e captou 800 milhões de reais com emissão de novas ações.
Porém, os resultados de 2006 foram sensivelmente piores em relação ao ano anterior. O lucro bruto caiu 8%, o lucro líquido, 68%, e a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi 47% menor. Em 2007, a Perdigão espera aumentar em 10% os volumes totais comercializados de carnes e outros produtos processados e em 12% o volume dos lácteos, além da melhoria na renda e no nível de emprego e a retomada nas exportações. Os investimentos deverão atingir 460 milhões de reais, e o novo complexo em Mineiros e a ampliação em Rio Verde, ambas em Goiás, vão aumentar a capacidade de abate e processamento de aves.
É recomendada a aquisição das ações da empresa, qualificadas como de médio risco. Isto porque a Perdigão vem demonstrando grande capacidade de superar adversidades e agilidade para aproveitar as oportunidades do segmento. Nesse sentido, os números mais favoráveis do último trimestre de 2006 favorecem a gestão em 2007 e permitem que se esperem melhores resultados.
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| Março 2007 - Carta Capital |
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| Fabricante do Reino Unido Reinventa Negócio do Chocolate |
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Jenny Wiggins, Financial Times
A indústria de chocolate no Reino Unido, que movimentou 4,6 bilhões de libras em 2006, ganha uma nova estratégia. A Divine Chocolate, pequena companhia do setor, começou a dar aos plantadores de cacau uma participação nos negócios e colocá-los em contato direto com os clientes. Cerca de 45% da empresa é controlada por produtores de cacau e o objetivo era estreitar a relação dos consumidores com a companhia. A multa de 1 milhão de libras imposta à Cadbury no mês passado por vender chocolates contaminados com salmonela, mostra o preço que as companhias podem pagar por se tornarem complacentes.
Com a Divine, os produtores recebem no mínimo US$ 1.600 a tonelada pelo cacau mais um prêmio social de US$ 150 por tonelada, investido em projetos comunitários. Eles também têm direito a 2% do faturamento da empresa, além de um dividendo. As vendas deverão chegar a 10,5 milhões de libras este ano (US$ 21,5 milhões), um crescimento de 17% sobre o ano passado. A Divine poderá se tornar uma marca de 100 milhões de libras (US$ 204, 5 milhões) em dez anos, em parte pela expansão para outros tipos de produtos, como uma linha de confeitos que inclui biscoitos, bolachas e rosquinhas.
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| Agosto 2007 - Valor Econômico |
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| Perdigão Compra, no RS, Fábrica de Embutidos |
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Sérgio Bueno, De Porto Alegre
A Perdigão assume o controle da Sino dos Alpes Alimentos Ltda-Senfter, em Bom Retiro do Sul, a 107 quilômetros de Porto Alegre. A unidade será especializada em embutidos de alto valor agregado para o mercado interno. A unidade receberá matéria-prima para processamento dos frigoríficos que a Perdigão mantém nos municípios gaúchos de Marau e de Serafina Corrêa. Os investimentos em ativos fixos serão pequenos porque a fábrica foi construída em 1999 e dispõe de equipamentos muito bons. O número de funcionários, atualmente em 200, também será duplicado nos próximos meses.
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| Março 2007 - Valor Econômico |
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| AUTOMOTIVO |
| Olha a Sucata! |
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Nem sempre uma montadora une milhares de peças, que formam um carro, com sua marca. Uma montadora pode também desmanchar veículos. Isso mesmo! A prática de bisbilhotar o produto alheio serve para investigar soluções de materiais mais baratos e até buscar idéias para futuros lançamentos. Nos últimos cinco anos a Fiat gastou R$ 350 mil na compra de carros novos de outros fabricantes, incluindo importados, só para desmontá-los. O retorno do investimento valeu a pena. Surgiram 5.154 idéias novas, o que rendeu para a montadora italiana uma economia de R$ 31 milhões e um potencial de ganho de R$ 25,80 a R$ 230 em cada carro produzido. Empresas como Volks, Ford, GM e Fiat são as que mais investem no processo chamado de "tear down", expressão que vem da palavra rasgar em inglês.
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb, a prática é mundial e não pode ser vista como espionagem. Ele ainda comenta que a desmontagem é válida, pois permite que uma empresa consiga perceber que seu produto pode ser bom num quesito, mas pode melhorar em outro.
Quando um automóvel chega na montadora ele passa por uma série de etapas até o momento do desmanche. Primeiro, pessoas da própria empresa dirigem o carro, numa espécie de test drive. Em seguida, ele entra na fase de vistoria. A pintura, estofamento, alavancas, maçanetas e peças estampadas são inspecionados com a finalidade de verificar a "harmonia" do veículo. Uma avaliação mais apurada é feita pelos engenheiros e o automóvel vai para uma sessão fotográfica para provar que um dia ele serviu como veículo. E, por fim, ele tem sua morte lenta. Cada componente, seja do chassi, parte mecânica ou interior, recebe uma etiqueta e uma ficha com informações como tipo de material e peso. Logo depois, vem a fase de arquivamento das informações e a organização de cada peça.
Após tudo acomodado no seu devido lugar é hora de observar se as peças do carro do concorrente são feitas com algum tipo de material diferente, com número menor ou maior de itens, mais ou menos leves. Qualquer diferença favorece a redução de custos e abre caminhos para novas idéias. Porém, o desmonte não é feito apenas com a intenção de reduzir gastos ou para inovar no novo projeto. É possível perceber, por exemplo, soluções de embalagens para melhorar a logística.
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| Dezembro 2006 - Valor Econômico |
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