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| BEBIDAS |
| A Reação da Gigante |
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A última tacada da Coca-Cola foi a compra da fabricante de sucos, Del Valle. Em conjunto com a Coca-Cola Femsa (sua segunda maior engarrafadora), a empresa de Atlanta comprou a Sucos Del Valle por US$ 470 milhões, sendo US$ 380 milhões à vista e US$ 90 milhões relativos a dívidas da companhia mexicana. Com a manobra, a Coca leva seis fábricas da companhia no México e a unidade brasileira, em Americana (SP).
Antes da compra, a Coca-Cola levou alguns sustos, os quais fizeram a multinacional se mexer. Sustos esses como a perda do Gatorade para a Pepsi. Viu as águas engarrafadas Evian e Poland Spring tomarem o espaço dos refrigerantes e acompanhou o suco Tropicana (também da Pepsi) liderar o mercado mundial.
O próximo passo é a criação de uma nova empresa para administrar a Sucos Del Valle. A recente aquisição dá à dupla Coca/Femsa 27,6% do segmento de sucos prontos no Brasil (incluindo Sucos Mais), contra 7% da Sú Fresh e 6% da Maguary.
Dados Nielsen revelam que o segmento de sucos avança a dois dígitos por ano há mais de cinco anos no Brasil. De 2001 a 2005, o crescimento acumulado, em volume de produção, foi de 207,43%. No ano passado, 231 milhões de litros foram vendidos. A ambição da Coca, por aqui, é se preparar para o futuro de um mercado que cresce sem parar.
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| Dezembro 2006 - Dinheiro |
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| Os Detalhes Fazem a Diferença |
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Nunca se viu um plano de ressurgimento tão perfeito como o da PepsiCo. Há dez anos, os lucros da empresa perdiam para os da rival, Coca-Cola, em 47%. Já era dada como certa sua derrocada diante dessa guerra. Mas todos estavam enganados. Em dezembro, pela primeira vez nos 108 anos de história dessa rivalidade, a Pepsi derrotou a Coca, superando a queridinha de Warren Buffett em termos de capitalização de mercado. E desde 1996, as margens de lucro operacionais da Pepsi passaram de 16% para 23%, sua margem líquida de 6% para 14%. Os lucros, que se mantiveram estáveis no final dos anos 1990, aumentaram mais de 100% desde 2000, devendo alcançar US$ 4,5 bilhões este ano, sobre vendas de US$ 32 bilhões.A ascensão da Pepsi se deve aos detalhes.
A empresa de Reinemund nunca vendeu mais refrigerantes do que a Coca, ela apenas olhou para um mercado emergente por outros tipos de bebidas não alcoólicas, como água e bebidas esportivas. A Aquafina é a marca número 1 de água, à frente da Dasani, da Coca. Em relação às bebidas esportivas, 80% do mercado é do Gatorade, da Pepsi, com apenas 15% dominado pelo Powerade, de sua concorrente. Mas a história não acaba aqui. Os melhores negócios da Pepsi se concentram na área de lanches. Na última década, sua divisão Frito-Lay tornou-se uma potência, controlando 60% do mercado de salgadinhos nos EUA. Agora, o plano da empresa é fazer com que todas as suas divisões operem juntas, especialmente nas campanhas de vendas e marketing.
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| Fevereiro 2006 - Revista Dinheiro |
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