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Uma nova aposta das administradoras de cartão pode ser o tiro de misericórdia no cheque. É o cartão de débito pré-datado, uma evolução do dinheiro de plástico que permite ao consumidor parcelar eletronicamente o pagamento das compras, sem acréscimo de taxas, como se faz normalmente com cheques.
A Visa tem no momento três projetos pilotos com o novo meio de pagamento, um deles com o Banco do Brasil. De seu lado, a Mastercard termina em outubro a migração de todos os cartões de débito da marca Redeshop para a plataforma Maestro, já preparada para receber esta nova função. "Além da ausência de taxas, o cartão de débito pré-datado tem outra vantagem importante sobre o parcelamento no cartão de crédito", afirma Murilo Barbosa, vice-presidente de produtos da Mastercard. "Enquanto no crédito a primeira parcela vem sempre no vencimento da fatura, no débito o consumidor poderá programar os pagamentos para a data que lhe for mais conveniente", explica ele.
O uso corrente do cartão de débito pré-datado vai depender muito da negociação entre o consumidor e o estabelecimento comercial, como acontece com o cheque. É nesse momento que serão definidos, por exemplo, o limite para a compra parcelada e a quantidade de prestações. Em caso de inadimplência, quem assume o risco é a emissora do cartão, ou seja, o banco. Por isso mesmo, a tendência é que se forneça o benefício ao correntista que já tem limite de crédito pré-aprovado. "O cartão de débito já substituía o dinheiro com amplas vantagens, como segurança e agilidade", afirma Eduardo Chedid, vice-presidente de produtos da Visa. "Agora, substituirá o cheque em sua principal função no Brasil de hoje: o pagamento pré-datado." No entanto, como toda novidade, o cartão pré-datado pode ter efeitos colaterais. Há o risco, por exemplo, de ele roubar espaço do próprio cartão de crédito.
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