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| Alca |
| ALCA - Potencial bilionário para os Empresários driblarem a Crise do Mercosul. |
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Preste atenção em alguns movimentos empresariais recentes. Na área de alimentos, a Sadia acaba de anunciar o fim de suas atividades na Argentina. No setor de auto-peças, o México tornou-se o segundo maior mercado para os produtos brasileiros, atrás apenas dos Estados Unidos -a Argentina, que até o ano passado ocupava esse posto, caiu para o quinto lugar. No aço, a Companhia Siderúrgica Nacional está finalizando os estudos para associar-se à Bethlehem Steel, a principal siderúrgica americana. Na indústria automobilística, a Marcopolo, maior fabricante nacional de ônibus e carrocerias, está prestes a iniciar suas exportações para os Estados Unidos. Mas repare no detalhe: os veículos não sairão da linha de produção de Caxias, no Rio Grande do Sul.
Serão fabricados numa nova planta da empresa localizada no norte do México, em Monterrey. Todos esses lances têm algo em comum: revelam a ambição dos empresários de associar-se a um clube poderoso, capitaneado pelos Estados Unidos. Trata-se da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o maior bloco comercial do mundo, que terá um PlB de US$ 11,5 trilhões e reunirá 34 países a partir de 2005. O movimento dos empresários é emblemático por uma outra razão. Nos últimos oito anos, a diplomacia brasileira lançou oIhares apenas para o Sul. A estratégia do ltamaraty era fortalecer o Mercosul e tentar atrair outros países para o bloco, além de Argentina, Uruguai e Paraguai, com o objetivo de reforçar a liderança geopolítica do Brasil e falar grosso com os Estados Unidos na mesa de negociações. Mas eis o resultado: o comércio entre os quatro países do Mercosul em 2002 ficará abaixo de US$ 10 bilhões, ou seja, será inferior até ao do marco zero do tratado, que foi assinado em 1994, entre as montanhas de Ouro Preto. Em seis dos sete primeiros anos do bloco, o Brasil foi deficitário no comércio com seus parceiros -o rombo acumulado chega a US$ 3,4 bilhões.
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| Maio 2002 - Dinheiro |
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| AUTOMOTIVO |
| Volks do Brasil - Presidente, pilota o Ousado projeto de Revitalização da marca. |
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O pequeno e moderno Pólo. O veículo nasce ancorado em investimentos de R$ 2 bilhões e com a nobre missão de reposicionar a marca do mercado nacional. Cerca de 25% da produção seguirá para o exterior, principalmente América Latina. A Volks, quarta maior exportadora do Brasil – com vendas de R$ 3 bilhões, quer provar que não é só uma fabricante de motores, mas sim de conceitos, design, acabamento e tecnologia.Além disso, quer conquistar uma fatia mais robusta na faixa dos consumidores com maior poder aquisitivo. Carros a partir de R$ 25 mil, por exemplo, têm margem de lucro muito superior aos ditos populares 1.0. Quando perguntam a Demel sobre o avanço da rival Fiat, ele responde desta forma. “Quem é líder? Quem tem mais volume de venda ou quem coloca mais dinheiro no bolso?” Nesse quesito, a montadora é imbatível: vendeu R$ 10 bilhões em 2001, contra R$ 5,5 bilhões da Fiat.
A Volks não vai deixar de lado o mercado popular, afinal 70% das vendas no Brasil se concentram neste segmento e modelos 1.0. A revolução que está acontecendo aqui não é fato isolado. Faz parte de uma estratégia mundial desenhada pelo chefão Ferdinand Piëch, e que foi batizada de Trevo de Quatro Folhas. São quatro segmentos novos que a Volks mundial vai explorar: utilitários esportivos, sedãs luxuosos clássicos (para concorrer com a Mercedes), minivans e um veiculo super esportivo (para brigar com a Ferrari). O projeto tem dois objetivos básicos: manter o bom desempenho nos EUA e colocar a montadora entre todos os seguimentos possíveis.
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| Fevereiro 2002 - Dinheiro |
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