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O FUTURO DO CIGARRO
4/12/2009
 

            Mesmo com a proibição à propaganda e restrições ao consumo, o Brasil tem hoje 26 milhões de fumantes, número que caiu de 30% da população total em 1989 para 15% nos dias de hoje. Grande parte dos fumantes mora nas regiões desenvolvidas, que tem São Paulo como líder nacional, com 21%, seguido de Porto Alegre, cidade onde ficam as fábricas, com 19,5%, e Belo Horizonte, com 19,3%. Nas cidades em que estão, as fabricantes de cigarro se engajam na comunidade, passando a fazer parte importante da sociedade e melhorando sua imagem. É o caso do Rio Grande do Sul e de estados do Nordeste. Para Cristina Perez, psicóloga do Inca, outra tática das empresas é recrutar adeptos desde cedo, ou seja, investir no consumidor jovem.

 

            Aproveitando a brecha na restrição à propaganda, que deixou de fora os pontos de venda, as fabricantes aproveitam para realizar promoções em bares e casas noturnas, oferecendo "amostras" de cigarro a adolescentes. "90% dos fumantes regulares começaram antes dos 19 anos", afirma Cristina. Hoje, 15% dos fumantes têm entre 18 e 24 anos e, apesar de estar entre os países que mais taxam o produto no mundo, o preço final ainda é baixo.

 

            Cerca de 15% dos cigarros consumidos no Brasil são ilegais. Esses produtos, geralmente com preços mais baixos, acabam tendo forte apelo para a baixa renda. De acordo com a Etco, 61% dos usuários de cigarros ilegais pertencem à classe C. Por isso, a indústria do tabaco é tão engajada no combate ao contrabando, já que vê nesse público, com menos informação, o futuro de sua atividade.

 

      Segundo dados do Banco Mundial, 200 mil mortes anuais são ligadas ao tabagismo no Brasil. O tabagismo passivo registra 2.665 mortes por ano no País.

 
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