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Entenda o outsourcing como uma "pseudo terceirização internacional". Assim como o consumidor dos EUA adquire tênis fabricado em um país 3° mundo, através do outsourcing ele pode adquirir serviços, como investimentos financeiros, por exemplo. Entre 2003 e 2004, de acordo com a pesquisa do grupo Deloitte, 43 instituições financeiras de 7 países, sendo 13 grandes da América do Norte e da Europa, aumentaram em 5x suas atividades de outsourcing nas ações "além fronteiras", sendo que a Índia recebeu 80% dos investimentos. Isto pode levar a perda de 2,3 milhões de empregos nos EUA no setor financeiro e criação de novos postos nos "sub-desenvolvidos". A razão principal das mudanças é o baixo custo da mão-de-obra e à alta qualificação dos novos contratados, como exemplo, um profissional indiano com mestrado em administração custa cerca de 7x menos que um similar americano. Além da Índia, China e o antigo Bloco Soviético se continuarem a buscar o livre comércio e a abertura de mercado, receberão mais investimentos ainda. Segundo alguns críticos, a qualidade da prestação de serviços indiano deixa a desejar, mas segundo outros, treinamento e tecnologia podem resolver os problemas.Ainda com a pesquisa, até o final da década, as 100 maiores empresas globais do setor financeiro deverão ter transferido offshore US$400 bilhões, com uma economia de US$150 bilhões por ano. Para o consumidor, a tecnologia mascara a origem da operação, só importando o resultado final, ou seja, o dinheiro em conta.
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