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Os mais modernos instrumentos de gestão empresarial finalmente chegaram ao Vaticano. Uma das instituições mais tradicionais e conservadoras do mundo, a cidade-Estado começou a estabelecer um sistema de remuneração por mérito para os funcionários dos órgãos administrativos internos. A idéia proposta pelo cardeal Tarcisio Bertone é de colocar ordem na casa. Quem realmente trabalha, será recompensado. Todos os funcionários serão controlados nos horários de entrada e saída com cartões eletrônicos de ponto e, num segundo momento, receberão notas de acordo com suas condutas profissionais. A medida não vale para outros países e o padre Geraldo Martins, assessor de imprensa da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, acredita que não serão implantadas no Brasil. A cidade-Estado tem mais de 6,5 mil funcionários, um supermercado, um posto de gasolina, uma radio e até uma estação de trem, além dos órgãos da Igreja. Os salários iniciais variam entre 1,3 mil euros e 2,3 mil euros por mês, já que a Igreja se apóia na devoção dos funcionários para atrair mão de obra especializada. Por isso, os prêmios pela qualidade do trabalho tornam-se importantes. Os mais velhos queixam-se que as "meritocracias" têm semelhanças com as medidas adotadas por Reagan e Margareth Thatcher nos EUA e Reino Unido na década de 80, duramente criticadas pela Igreja Católica. A partir de 2009, todos receberão conceitos variando de "ótimo" a "insuficiente" em quatro quesitos: dedicação, profissionalismo, rendimento e correção. Notas mais altas abrirão portas para promoções e melhores salários, porém para os que não conseguirem sempre tem a esperança de ter as mesmas chances de entrar no céu do que seu colega mais bem-sucedido.
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