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Com 500 milhões de cartões no país, aumentou a pressão dos consumidores por uma nova regulamentação que evite práticas abusivas. A Pro Teste Associação de Consumidores encomendou estudo à Fundação Getúlio Vargas (FGV) para avaliar as possibilidades de disciplinar as administradoras de cartões de crédito. Foram elaboradas duas propostas, encaminhadas para vários órgãos do governo. A primeira é considerar as administradoras como instituições financeiras para que fiquem sob a guarda e fiscalização do Banco Central. A segunda é a criação de uma convenção coletiva de consumo, na qual um acordo entre a Pro Teste e a Abecs (associação das administradoras de cartões) para estabelecer regras mínimas de conduta. De acordo com Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste, a oferta cada vez mais ampla de cartões não foi acompanhada de uma estrutura eficiente na prestação de serviço. Das reclamações que envolvem o sistema financeiro, 41% são dos cartões de crédito, ficando atrás apenas do setor de telefonia. As principais queixas são relatos de dificuldade para cancelamento do cartão, falta de informações nas taxas cobradas na fatura e cobranças abusivas. A partir de janeiro de 2009, deve entrar em vigor um novo código de normas de conduta desenvolvido pela Abecs, que passará a punir quem infringir as regras. Números do setor de cartões mostram que o cartão de crédito convencional é o produto com lucro maior, com média de R$ 60 milhões por ano. A maior fonte de receita é com os ganhos financeiros, seguido da anuidade e do repasse dos lojistas. Segundo o estudo "Rentabilidade em meios eletrônicos de pagamento", cada plástico dá para o banco um lucro médio antes dos impostos de R$ 60, após 5 anos de uso. Enquanto, um cartão de loja, tem lucro médio de R$ 7. O gasto médio de cartão de crédito convencional é de R$ 2,5 mil p/ano e o de loja é de R$ 436,00.
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