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OS AINDA NÃO PERCEBIDOS
Dezembro de 2008
 
     Apesar de movimentar R$ 500 bilhões por ano, 62% da população ou 111 milhões de brasileiros não são percebidos por boa parte do mercado publicitário, pelo sistema bancário e pelo mundo acadêmico. Esta afirmação são dos consultores de marketing Elyseu Mardegan Jr e Marcelo da Rocha Azevedo, autores de "O consumidor de Baixa Renda". O Brasil precisa se reconhecer "como um país de negros e mestiços e mais para ter sucesso com este grupo precisa conhecê-lo in loco", apontam. O consumidor de baixa renda representa 71% do consumo no Brasil, fenômeno que se repete em todos os países do mundo. Não é a toa que, a indústria e o comércio valorizam o grupo oferecendo condições de pagamento especiais. Mardegan ressalta que eles não podem errar na hora de comprar e, por isso, procuram qualidade.
     Mesmo sem comprovar renda na hora da compra, há baixa inadimplência dos clientes de baixa renda. Para Rocha Azevedo, eles têm orgulho de honrar seus compromissos, principalmente quando compram com cartão emprestado de amigos. O estudo aponta que esses consumidores começam a trabalhar jovem, onde 41% têm menos de 20 anos e que o trabalho feminino é visto como uma ajuda no orçamento doméstico. A casa própria é o maior objeto de desejo e a educação é considerada como instrumento de inclusão social.
 
Fonte: Dinheiro, Gazeta Mercantil e Valor Econômico
   
 
 
 
 
 
Edição 86
 
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