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Dezembro de 2007
 

O crescimento nas vendas de telefones celulares no Brasil surpreendeu, até mesmo, algumas operadoras. Elas previam, há três anos, que o limite para o mercado brasileiro seria em torno de 100 milhões de aparelhos. No início de 2007, o setor teve um forte aquecimento e essa marca foi quebrada em janeiro. Atualmente, os usuários já totalizam um número de 114,7 milhões, de acordo com dados preliminares divulgados pela Anatel. E um levantamento da Vivo indica que 60% desse mercado se concentra nas classes C, D e E do país.

A competição entre as operadoras através das ofertas nos planos e serviços e o desempenho da economia são dois fatores importantes para entendermos as vendas aceleradas de aparelhos móveis. E nessa corrida, a região Nordeste sai na frente. Levando-se em conta os números de setembro, o total de adesões nesses Estados cresceu 24,84% em 12 meses (são 24,1 milhões de usuários). Foi a única região que superou a média nacional, de 17,61%.

Hoje, não ter celular é sinônimo de pobreza. O aparelho é símbolo de status e de inclusão social. Cada vez mais sofisticados, finos, leves e com tecnologia de ponta, poucos itens na história mundial conquistaram tanto os consumidores como os celulares. Segundo a União Internacional das Telecomunicações, a telefonia fixa precisou de 125 anos para atingir a marca de 1 bilhão de usuários no mundo. No caso dos telefones móveis, o tempo foi seis vezes menor. A metade da população do planeta, cerca de 3 bilhões de pessoas, possui celular. Em 2010, serão 4 bilhões.

 
Fonte: Valor Econômico, Época Negócios, Exame, Carta Capital e Dinheiro
   
 
 
 
 
 
Edição 76
 
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