A companhia aérea americana Skybus Airlines Inc. acaba de completar seis meses de existência e muitos passageiros não iriam tolerar embarcar num de seus aviões. Isso porque, em algumas cidades os próprios viajantes é que retiram suas malas dos caminhões, não tem um número de telefone para atender os clientes, não faz reservas de vôos de conexão e demoram a limpar as poltronas. Mas, com passagens a partir de US$ 10, queria o quê?
Embora serviços como estes não estejam incluídos na passagem, a Skybus atingiu uma taxa de ocupação de 80% na temporada de verão. E reacende a polêmica de quanto os americanos estão dispostos a suportar para viajar barato. Reacende porque a companhia, para diminuir o máximo possível de custos, copia muitas táticas avarentas da irlandesa Ryanair Holdings PLC. A R. A Ryanair é conhecida por encomendar aviões sem persianas por economia e cobrar pelo check-in no aeroporto. No entanto, a empresa irlandesa cresceu rapidamente e dobrou o número de passageiros nos últimos quatro anos, para cerca de 50 milhões neste ano.
Para manter os custos baixos a Skybus tenta repensar as operações e atendimentos. Os preços são baixos e as promoções são tentadoras, porém, são cobrados US$ 10 por prioridade de embarque, US$ 5 para despachar cada uma das duas primeiras malas abaixo de 23kg, e US$ 50 pela terceira. Cerca de 80% dos passageiros acabam pagando. Além disso, o vôo vem se tornando uma grande loja de departamento. Isso mesmo! Junto com as bebidas e alimentos, os quais também são cobrados, os comissários vendem perfumes Vera Wang Princess e relógios Tommy Hilfiger.
Outra jogada da empresa é oferecer passagens para lugares remotos, onde há campos de pouso que não são atendidos por nenhuma companhia aérea. Segundo o diretor financeiro da Skybus, Mike Hodge, pousar no aeroporto de St. Augustine custa cerca de US$ 4 por passageiro. Já no de Jacksonville o valor chega a US$ 10. E, depois que os clientes desembarcam em regiões distantes como essa, lá estão as locadoras de carro, as quais crescem rapidamente, pois não há outro tipo de transporte. E a Skybus ainda leva uma porcentagem dos gastos dos passageiros com o aluguel de veículos.