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Zapeando pelo mundo


17/01/2013

Crianças e jovens estão descobrindo novas maneiras de entender o mundo e se relacionar com base em avanços tecnológicos e transformações culturais. Com a internet, surge uma nova linguagem, onde a informação chega descontextualizada e truncada, inaugurando um novo jeito de compreender o mundo. É a chamada geração zapping, expressão de origem inglesa que se refere ao ato de mudar constantemente de canal. Enquanto para a maioria dos mais velhos a simultaneidade é vivida como estressante, adolescentes não se incomodam nem um pouco em receber vários estímulos concomitantes. O jovem hoje, por outro lado, pode estar desenvolvendo um novo modo de pensar, voltando à rapidez da capacidade de detectar a informação e sintetizá-la.

Adolescentes hoje em dia tem agilidade em zapear o mundo, coletando os mais diversos dados, nas diferentes fontes. Os jovens estabelecem uma forma singular de vínculo com o exterior: suas referências são de curta duração também pela necessidade de se diferenciar da maioria. O rapaz que nas férias passadas era surfista poderá adotar o visual emo no próximo fim de semana, alterando rapidamente seus hábitos. A criança e o jovem aprendem com os meios de comunicação de massa, com seu grupo de companheiros e com sua experiência pessoal e não mais com os pais, que hoje têm mais compromissos profissionais.

Publicado nos Estados Unidos, o relatório Growing up in the prime time: analyses of adolescent girls on the television examinou mais de 200 episódios de programas para adolescentes e constatou que a aparência deles é considerada mais importante que sua inteligência. A falta de senso crítico, aliada à ideologia do consumo, tem gerado também uma tendência à banalização da posse material, uma vez que aparelhos tecnológicos acabam assimilados como móveis e utensílios da casa. A rapidez e o fracionamento da informação são incorporados ao cotidiano dessa geração; o mergulho nessa realidade não se dá no meio, mas entre os meios.

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