Informativo eletrônico que amplia a compreensão do nosso principal foco: as pessoas, seus comportamentos e como elas evoluem.

VOU DE TÁXI... AÉREO


20/06/2012

A hora parada dos executivos no trânsito, cada vez mais caótico, é mais cara que andar de helicóptero. Foi a conclusão do empresário Alexandre Oliver, do Grupo Atlântico Sul, depois de perder três leilões públicos por conta dos engarrafamentos. A empresa calcula obter economia de R$ 500 por hora de vôo. São Paulo tem hoje uma frota de 450 helicópteros, inferior apenas à de Nova Iorque.

Além dos custos diretos, de combustível, depreciação de veículos e dificuldades para o transporte de cargas, há os custos indiretos, como a perda de produtividade e estresse por conta das horas paradas no trânsito. Um estudo do economista Marcos Cintra, da Fundação Getúlio Vargas, estima que os congestionamentos vão causar prejuízo de R$ 56 bilhões para a economia paulistana neste ano, o que corresponde a quase 10% do PIB da cidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, os custos chegam a R$ 190 bilhões. Ou seja, somente São Paulo representa 30% de todo o prejuízo americano. 

Na megalópole brasileira, em um ano, o trabalhador fica um mês inteiro parado nas ruas.  O consultor Adriano Branco estima que essa pausa forçada tira 20% da produtividade do trabalhador.

Mas o problema não é só em São Paulo. Estudo da Associação Nacional dos Transportes Terrestres mostra que moradores com municípios com mais de 1 milhão de habitantes passam, em média, uma hora por dia no trânsito. Sem investir em infraestrutura e transporte público, as cidades restrigem, a circulação de caminhões, encarecendo o frete. Segundo pesquisa com executivos de logística, essa medida adotado em 17 capitais, causou um  aumento de 20% no preço final do serviço.
Para 95% dos entrevistados em cinco anos o problema do trânsito será ainda maior.