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UM NOVO OLHAR SOB O CORAÇÃO DA CASA.


23/01/2008

      Apesar das facilidades para preparar alimentos hoje em dia, as cozinhas ganham destaque e tornaram-se o coração dos lares modernos. De acordo com a National Kitchen and Bath Association, nos Estados Unidos, o mercado de cozinhas movimenta hoje US$ 170 bilhões, cinco vezes mais do que o cinema.  Já a rede de móveis sueca Ikea, vendeu cerca de 1 milhão de cozinhas até agosto de 2007.

     O interesse pelas cozinhas modernas começou em 1920, por influência do movimento modernista europeu, liderado por arquitetos, pelo desenvolvimento de utensílios elétricos como refrigeradores, máquinas automáticas de lavar roupa, torradeiras e cafeteiras, e o aumento do custo dos empregados domésticos. Uma década depois, esses utensílios elétricos já eram sinônimos de status entre a classe média.

      As mudanças sociais acompanham esse desenvolvimento. No começo do século XX, apenas os pobres e serviçais comiam na cozinha. Com o aumento do custo para manter empregados, as classes de trabalhadores foram transformando-se em "donas-de-casa" e contaram com o apoio da americana Christine Frederick, que se dedicou a melhorar a eficiência dessas pessoas. Com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, elas ficavam cada vez menos dispostas a cozinhar e surgiu, então, o conceito da cozinha como "espaço aberto" a todos da casa.

     Na Inglaterra, chefs famosos como Jamie Oliver e Gordon Ramsay incentivam homens a cozinhar. Os fabricantes de utensílios domésticos perceberam isso e estão levando a TV, internet e a música para a cozinha justamente para atrair o público masculino. Resta saber se eles vão mesmo colocar a mão na massa ou apenas baixar músicas da internet.