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UM NOVO MERCADO


07/03/2005

    O que fazer quando o mercado muda? Antes o mercado fonográfico era dominado pelas "majors" - grandes gravadoras de músicas como a Sony, Warner, Universal e outras - que simplesmente produziam e vendiam os CD´s dos artistas e por isso brigavam pelo melhor catálogo.
    Segundo a ABPD - Associação Brasileira dos Produtores de Discos, em 1997, a pirataria com seus CD´s falsificados atingiram 3% do total de unidades vendidas, em 2002 foram 59% do total das vendas o que representou o comércio de 115 milhões de CD´s pirateados e resultou no fechamento de mais de 2mil pontos-de-venda.  Em 2004, foram 74 milhões de unidades falsificadas o que representou 52% das vendas de 2003 e um faturamento de aproximadamente US$137 milhões, enquanto que as vendas legais ficaram em 52 milhões em 2003 e receita de US$56 milhões.
    No mundo todo, foram 1,1 bilhão de CD´s piratas ou 35% do total de CDs comercializados no ano.
    A solução? As grandes estão partindo para o estilo self-service e se unindo para oferecer a gravação  personalizada, a partir de um menu a livre critério do consumidor, onde ele paga aquilo que realmente deseja. Este serviço estará disponível em quiosques espalhados em
supermercados. Já as pequenas partiram para algo mais, ao invés de somente produzir o artista, elas se tornaram, managers dos artistas e negociam desde os show, a agenda e outras atividades típicas dos agentes. As pequenas entendem que o CD caiu para 2º plano e que a web é um meio de divulgação e até de comercialização personalizada.