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UMA NOVA ARTE


16/06/2008
    Na briga para conquistar o cliente, vale tudo. Na galeria Proarte em São Paulo, novos objetos dividiram espaço com as obras de arte de Dali, Chagall e Di Cavalcanti: os computadores da Hewlett-Packard. A empresa exibiu os lançamentos de laptops com apelo para o design, estilo e personalização, que hoje são fatores que orientam as compras do consumidor, além do preço e da potência. A oferta de cores tem sido o principal apelo testado pelos fabricantes, que também estão fazendo experiências com textura, formato e peso. Porém, os portáteis ainda são minoria nas vendas de computadores, com cerca de 10% do total.

    A personalização vem sendo decisiva para as vendas. Um bom exemplo é o jovem americano ainda sem formação universitária, Richard Nagy, de 28 anos, que passou quase um ano elaborando os desenhos do Steampunk, modelo vitoriano que funciona sobre um HP ZT1000. O projeto criado por ele apresenta curiosidades, como a iniciação do Windows, onde é preciso dar corda no equipamento, e o suporte para caneta tinteiro, localizado no cartão de acesso à Internet.

    As empresas do ramo também investem na tendência. A Dell apresentou em janeiro a linha XPS, com 12 opções de cores texturizadas. Já a CCE colocou no ar em novembro passado, o site "My Creation", onde é possível informar o modelo do laptop e escolher entre 700 adesivos de diversos temas. Por sua vez, a HP realizou concurso para mudar a cara dos portáteis, recebendo 8,5 mil desenhos inscritos por jovens de mais de 112 países. Depois dos Estados Unidos, o Brasil foi o país que mais enviou sugestões. E não é para menos: o país é o hoje o quinto maior do mundo em unidades vendidas, com crescimento de 38% no ano passado.

    A fase é tão promissora que as vendas de computadores superaram pela primeira vez a de televisores, atingindo 10,7 milhões.