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TENDÊNCIA DECLINANTE


Edicão: 130 - 19/09/2014

Depois de recuar oito degraus no ranking mundial de competitividade entre 2012 e 2013, o Brasil caiu mais uma posição, chegando a 57º, segundo o Fórum Econômico Mundial. O ranking é um coquetel ponderado de requisitos básicos, fatores que ampliam a eficiência, inovação e sofisticação.

O Chile continua na dianteira com larga vantagem sobre os demais países da América Latina.

As pragas que assolam a economia brasileira e conspiram contra a capacidade de o país concorrer são conhecidas e jogaram o país para baixo no ranking. A erosão da posição competitiva brasileira é tanta, que mesmo parado o Brasil cai em posições, basta que outros países evoluam com um pouco mais de rapidez.

A avaliação da eficiência do governo e o grau de corrupção colocam o Brasil entre os 18 piores do mundo nesses quesitos. No que diz respeito ao ambiente macroeconômico, o Brasil ocupa a 85º posição.

Outros índices do relatório mostram a situação ruim do nosso país. O Brasil se aproxima da última posição quando se trata do número de procedimentos necessários para se iniciar um negócio e do tempo necessário para que ele possa ser iniciado (107 dias). Além disso, a porcentagem das importações sobre o PIB - 14,9% - colocaria o país entre os cinco mais fechados do mundo. Com uma tarifa média de 11,4% sobre os produtos importados, o Brasil também estaria, igualmente, entre o pelotão dos 30 países mais protecionistas do mundo.