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REVOLUÇÃO DO BEM-ESTAR


16/06/2008
    Mais de 70% da população brasileira economicamente ativa sofre com stress, segundo levantamento da International Stress Management Association no Brasil. O resultado reflete ativamente no mercado de academias, spas e escolas de ioga no país: nos últimos dois anos, o número de unidades cresceu 200%. Soon Hee Han, presidente da Associação Brasileira de Clínicas e Spas, afirma que há dez anos existiam somente 30 estabelecimentos e que o número hoje ultrapassa os seis mil.

    Em uma pesquisa recente com pessoas empregadas no Brasil mostra que 48% sentem raiva por expectativas não atingidas em suas funções. O estudo apontou também um aumento pela procura de alternativas para combater o estresse: 34% dos pesquisados buscaram formas para amenizar o estresse, contra 21% em 2005.

    A busca pelo bem-estar levou, inclusive, empresas de outros ramos a investir no segmento. A H. Stern abriu um spa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, de 500 metros quadrados com o lema da privacidade para os clientes. Já a marca francesa L\'Occitane ficou tão encantada com o sucesso do spa que abriu em São Paulo que levou o projeto para a Ásia.

    As academias conquistaram um novo público como gestantes, idosos e crianças, ao investir em atividades conjuntas para o corpo e para a mente. O Brasil é o hoje o terceiro país do mundo em número de academias, com cerca de 7,3 mil, freqüentadas por 3 milhões de pessoas. Em 2006, a indústria de fitness mundial faturou US$ 55,7 bilhões, com os Estados Unidos representando 30% do total. Se considerarmos apenas a América Latina, o faturamento no Brasil equivale a 50% do total de US$ 1,6 bilhões.