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PROCURA-SE: CLASSE A BRASILEIRA


31/03/2006
     Segundo as estatísticas oficiais que usam critérios, que levam em conta um determinado nº de bens (TV, DVD, empregada doméstica etc), nível superior e uma renda mensal de, aproximadamente,  R$12mil mensais, haveria no Brasil uma a classe A composta de 450mil lares, o que é surreal. Porque, de fato, a classe A brasileira é muito menor que esses números alardeados.  
      De acordo com a Unicamp são apenas, cerca de, 5   mil membros de clãs que acumulam um patrimônio equivalente a 46% do PIB brasileiro.  Para  a consultoria Capgemini e o banco de investimentos americano Merrill Lynch responsáveis pelo Relatório  Mundial de Riqueza,  o número de milionários brasileiros nesta década  (pessoas que possuem um investimentos financeiros de,  no mínimo, US$ 1 milhão) evolui  de 75 mil para 98 mil.. Nos EUA são 2,5   milhões de pessoas ou a cada 125 pessoas um é milionári ;  na Alemanha são 760   mil, na China são 300 mil, na Rússia são 88 mil e na Índia são 70 mil. Somadosos 8,3 milhões  de representantes dessa confraria no mundo acumulam uma fortuna de US$30,8 trilhões.   
    Diante desse cenário o desafio permanente das empresas que focalizam suas ações nesses consumidores é desenvolver ferramentas que possam traçar um perfil mais  real de seus  hábitos de consumo. A H Stern coleciona há mais de 60 anos, em seu banco de dados, informações sobre seus clientes. A Mercedes-Benz  possui um banco de dados composto por  um grupo de 150 consumidores que são fiéis à marca ao longo de 4 décadas  possuindo na família entre 4 a 16 automóveis.
    Para o especialista Carlos Ferreirinha, o consumo de luxo movimenta cerca de 2,5 bilhões de dólares por ano, com crescimento de 35% nos últimos sete anos.  Este montante coloca o Brasil entre os dez maiores consumidores de produtos de luxo no mundo.