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POR QUE O ESPANTO SE O PAÍS DÁ PARA TRÁS?


12/04/2007

      O Brasil cresce  em ritmo de paquiderme.  O crescimento econômico do Brasil não chega nem metade dos países em desenvolvimento como um todo. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,9% em 2006, conforme anunciado inicialmente pelo IBGE . Porém uma nova fórumula revelou um novo retrato da economia nacional, pintado com cores não tão cinzentas.
     Apesar do retoque do crescimento do PIB, agora com um índice de 3,5% não tira a mediocridade do número apurado pelo IBGE quando se compara com os 8,8% da Venezuela e os 8,5% da Argentina. Os dois países, que tiveram os melhores desempenhos do continente, se destacaram por não seguir os fundamentos macroeconômicos ortodoxos do receituário neoliberal. 
     Na década de 90, o mundo cresceu em média 3,4%, enquanto no Brasil o avanço foi de 2,7%. Na década de 80, o cenário foi ainda pior: o Brasil cresceu 1,6%, enquanto o mundo, 3,4%.
     Entre os Brics (grupo de países emergentes que reúne, além do Brasil e da Índia, a Rússia e a China), o Brasil amarga a pior posição em 2006, bem atrás da China, campeã de crescimento (10,7%), Rússia (6,7%) e Índia (8,3%).
     O analista sênior da BES Investimento, Fabio Knijnik, considera que o país não tem perspectiva de alterar sua posição entre o emergentes no curto prazo. \'Brasil está muito abaixo de todos os Brics certamente vai continuar porque essas reformas fundamentais, como a tributária, fiscal e previdenciária, não foram tocadas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O aumento do crescimento sustentável no longo prazo é impossível. Devemos ter picos de crescimento, mas sem sustentabilidade\', pontua Fabio.
     Conforme projeções feitas pelo Ipea  a  taxa de crescimento econômico de 5%, tão almejada pelo governo federal, só será possível após 2010, O instituto, prevê uma expansão de 3,7% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, taxa inferior aos 4,5% anunciados pelo governo por ocasião do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no início de 2007.  
     Já a previsão do mercado para o crescimento brasileiro em 2007 é de 3,5% - a mesma estimativa da Cepal, que projeta para a América Latina expansão de 4,7%. Segundo as previsões da Cepal, o Brasil empataria com o Paraguai no penúltimo lugar, mantendo-se à frente apenas do Haiti, cujo PIB deve subir 3%.<!?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" ?>