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O embate na Procter & Gamble


17/01/2013

Nos últimos três anos, a Procter & Gamble vem tendo problemas com resultados ruins, desgaste da confiança dos investidores e queda do moral de trabalhadores, segundo relatório apresentado por William Ackman, administrador do fundo de hedge da empresa, ao atual diretor-presidente Robert McDonald. A gestora de fundos comprou US$ 1,8 bilhão em ações da P&G entre junho e julho, e fechou a reunião pedindo um novo diretor-presidente. A cabeça de McDonald pode rolar se o plano de corte de custos e renovação do foco em certos produtos por ele anunciados não surtirem efeito. As ações da P&G, que não saíram do lugar durante boa parte dos últimos dois anos, subiram 12,9% desde que o investimento de Ackman veio a público. O desempenho das principais concorrentes da empresa, no entanto, foi melhor.

Dona de marcas como o sabão em pó Ariel e as fraldas Pampers, a P&G se acha em uma posição rara para a empresa. É que, nos últimos tempos, vem tendo dificuldade com coisas em que sempre teve facilidade: entender o consumidor, definir preços e lançar produtos novos e reformulados no mercado. Por três anos seguidos, o lucro caiu. Só este ano, a empresa já reduziu suas projeções de lucro três vezes. Parte dos problemas, porém, tem origem em decisões tomadas pelo antecessor de McDonald, A.G. Lafley, que deixou o comando em 2009 e orquestrou a retumbante compra da Gillette em 2005, uma operação de US$ 57 bilhões que deixou a P&G ainda mais inchada.

A compra da Gillette elevou consideravelmente o porte da empresa, que na época encarou o crescimento em mercados em desenvolvimento com pouca urgência e não cortou custos, como fizeram as concorrentes. O foco tinha sido criar versões mais caras de seus produtos para o lar no mercado doméstico. Apesar de pesquisas sempre colocarem a P&G em primeiro lugar em muitas categorias, recentemente a P&G, embora tenha permanecido no topo do ranking, teve os níveis de aprovação da empresa pelo consumidor em queda. Cabe a McDonald virar o jogo. Em fevereiro, o executivo lançou o primeiro grande plano de corte de custos da empresa em anos. A meta é eliminar 4.000 postos de trabalho e poupar US$ 10 bilhões até 2016. Em maio, proibiu gastos com qualquer coisa sem ligação direta com o aumento na venda de produtos.

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