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O PREÇO DA NATUREZA


15/08/2006

Atualmente, cinco das dez maiores empresas do ranking Fortune Global 500 são do setor petroleiro. As Top 5 são: Exxon Mobil (EUA) com receita de US$339,9 bilhões, Wal-Mart (EUA) com US$315,6 bilhões, Shell (HOL) com US$306,7 bilhões, BP (ING) com US$267,6bilhões e GM (EUA) com US$192,6bilhões.

O excelente desempenho das petroleiras deve-se a uma década de consolidação do setor, à elevação de preços do petróleo cru e ao aumento da demanda mundial.

As companhias do Global 500 que respondem por 1/3 do PIB mundial tiveram aumento de 13% em suas receitas em 2005.  De uma forma geral, as empresas da velha economia (commodities e petróleo) obtiveram os maiores avanços. Os setores de mineração e de petróleo cru (excluindo as grandes petroleiras com grandes operações de refino) tiveram alta de 77%; Se incluirmos as refinarias, o aumento foi de 27% com receita de US$2,8 trilhões. Um desempenho comparável ao setor financeiro com elevação de 47% de receita setorial.

Um fato a considerar, segundo o analista da J.P. Morgan Global Equities, Abhijit Chakrabortti, é a mudança de protagonistas em relação à década de 1990, quando os setores de software, de mídia e de varejo eram os atores principais do crescimento econômico. Agora, graças à expansão dos países emergentes, as empresas ligadas às matérias-primas e os recursos naturais são detentoras dos principais papéis.