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O GRANDE ENIGMA RUSSO


19/03/2007

Após o fim do socialismo e da fragmentação da União Soviética em repúblicas "pseudo" independentes, a Rússia  é a segunda maior economia  das consideradas transacionais,  com cerca de 1/5 do PIB chinês, mas com o dobro do alcançado pelos chineses em termos per capita. E mais,  apresenta um crescimento anual do PIB maior que o dobro da média (não ponderada) dos outros membros do G-8
   
Otimistas apontam diversos fatores para explicar o crescimento do país, como a reduzida da dívida externa em menos de 30% do PIB, e a dívida de US$3,3 bilhões com o FMI foi quitada em 2005, antes do prazo. Dos US$40 bilhões devidos do Clube de Paris, cerca de, US$15 bilhões foram pagos antes do vencimento. Atualmente, as reservas russas estão em mais de US$250 bilhões,
  
Outro dado interessante é o reconhecimento da Rússia como "economia de mercado" pelos Estados Unidos e pela União Européia, contudo, ainda não se qualificou para participar da OMC o que sugere que esta  escolha é tanto política como econômica.
  
Os otimistas ainda citam evidências como o número de empresas privadas mais que dobrou na década passada, para quase 80%, enquanto que  o número de empresas estatais cai, elas eram 14% e agora são menos de 4%.
  
Dentro de uma perspectiva  pessimista, os dados de crescimento do setor privado apresentados pelo governo de Vladimir Putin são questionados por especialistas da área.
 
E mais, A inflação está na casa dos 10% ao ano e a fuga de capitais superou os US$9 bilhões em 2004, e cresceu ainda mais  em 2005.
  Outra questão crucial refere-se aos recentes estudos empíricos da Rand Corporation,  que enfatiza a forte dependência russa em relação aos combustíveis fósseis.
  
Numa tradução quase perfeita do atual quadro russo, parafraseamos  Winston Churchill, "a Rússia é uma charada envolta num mistério contido em um enigma".