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OS SOBREVIVENTES


25/09/2008

    Apesar do avanço tecnológico, modelos antigos de produtos ainda resistem à concorrência dos novos mercados. O papel carbono, que surgiu em 1806, ganhou nova utilidade e é utilizado pelos tatuadores para replicar o molde sobre a pele do cliente. As vendas anuais do produto chegam a 2 milhões de caixas. O mercado para mimeógrafos também cresce. Segundo a fabricante Menno, no Brasil, de 1,8 mil mimeógrafos em 2006 passou para 2,5 mil unidades em 2008, onde os principais consumidores são escolas públicas no Norte e Nordeste. "Sai mais barato investir em um mimeógrafo que uma impressora. Gasta-se apenas R$ 6 com álcool e três folhas de estêncil para fazer mil cópias em um duplicador", afirma o gerente da Menno, Ângelo Paludo.

    Outro produto que vem se destacando são as lâminas de barbear duplo-fio, que representam um quarto das vendas de lâmina de barbear, negócio que movimentou R$ 1 bilhão em 2007. Mesmo com a queda de 5% no consumo, a American Safety Razor Company (ASR) lançou no Brasil um modelo de platina e prepara para novembro a estréia da lâmina de titânio. Não haverá campanha de marketing, já que o produto tem clientes cativos, como os barbeiros, que utilizam metade da lâmina dentro da navalha, e os padeiros, que utilizam a lâmina para acabamento do pãozinho francês.

    Na era do DVD, a Videolar, dona das marcas EMTEC e Nipponic, mantém a produção de disquetes, fitas cassetes e fitas VHS, mesmo quando prepara sua entrada no mercado de pen drives. Há uma demanda mensal de 1,2 milhão de disquetes. Segundo o gerente da empresa, Maurício Manzano, o produto é mais amigável para a gravação de dados que CDs e DVDs. Para os VHS, Manzano afirma que quem já teve vídeo cassete, ainda mantém o aparelho em casa e, portanto, pode usar fitas VHS. Um outro caso interessante é o das fitas K7, ainda muito utilizadas por quem dirige nas estradas. Para evitar que o CD do carro fique danificado devido à má conservação das estradas, muitos motoristas ainda preferem as fitas, que reproduzem o som sem interrupção. Mesmo com o avanço tecnologia, ainda há motivos para produtos antigos serem consumidos.