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NUVENS CARREGADAS


20/09/2002
Prejuízo recorde de R$ 223 milhões, acidentes com o seu principal avião o Fokker-100 e desgaste na imagem, levaram a TAM a viver uma grave crise que resultou na demissão de 500 funcionários, corte de 12% na oferta de assentos e 22% no nº de vôos, cancelamento de 9 destinos e devolução de 21 aeronaves Fokker-100.
Uma reestruturação num momento de crise global, no cenário externo vive-se perdas de US$5bilhões, antes os US$12bilhões de 2001; e no interno, ela é agravada pela alta do dólar.
As companhias aéreas nacionais tentam, desesperadamente, sobreviver. A Varig pede socorro ao BNDES, a Transbrasil fechou as portas, a Vasp busca soluções e a TAM é obrigada a rever os seus conceitos.
Apesar do balanço negativo, a TAM aumentou a sua participação de mercado para 36,6% no 1º semestre de 2002 e o faturamento cresceu para US$1,5bilhão. De acordo com o vice-presidente da Cia, foram as despesas em dólar a grande vilã desse cenário.
Ela não possui dívidas tributárias ou com a Previdência e planeja recorrer ao BNDES para uma injeção de capital, pois passada a turbulência, a empresa sonha chegar em 2004 com uma participação de 45%, uma frota de 100 aviões e ingressar na Bolsa de Nova York.