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NEM TÃO DE GRAÇA...


26/11/2007

Atualmente, de um total de US$450 bilhões do bolo publicitário mundial, segundo o instituto Informa Telecoms & Media, a publicidade via celular detém apenas 0,19% ou US$871 milhões. Por enquanto, a publicidade via celular concentra-se nas mensagens de textos, contudo, com um volume de 2,5 bilhões de aparelhos em todo o planeta e com o rápido crescimento do mesmo em várias regiões do mundo, o potencial é enorme. A perspectiva de publicidade, para 2011, é ultrapassar os US$11,4 bilhões sendo que alguns analistas, estimam os US$20bilhões.
        
      A grande relevância para os especialistas é que a publicidade móvel é a mais focada: permite a personalização dos anúncios de acordo com o perfil do assinante. Concomitantemente, outros apontam alguns entraves como a ausência de hábito entre os usuários de utilizar serviços mais elaborados que permitem baixar música, jogos, vídeos e a navegar na net. Somente 12% dos assinantes nos EUA e na Europa Ocidental usaram os seus aparelhos celulares para acessar a internet no fim de 2006. A grande maioria das pessoas alegam que as telas dos aparelhos são muito pequenas, apesar de novos modelos já exibirem telas maiores como o iPhone.
        
      A EMI fez uma pesquisa recentemente com jovens da Europa e dos Estados Unidos: distribuiu ao grupo vídeos no celular que eram precedidos por pequenos anúncios. Segundo o CEO da EMI, Eric Nicoli, um dos palestrantes principais do evento, 80% das pessoas que participaram do estudo não viram problema em assistir a um comercial no aparelho móvel antes do vídeo principal. Porém, essa tolerância à publicidade também difere de um mercado para o outro. Há assinantes que interpretarão como uma invasão, outros não se importarão como é o caso do Oriente Médio, onde mensagens de texto não solicitada são bastante comuns e não provocam queixas.
        
      Recentemente a September Blyk, do Reino Unido,  lançou o serviço que oferece minutos gratuitos se o usuário aceitar a publicidade. O Blyk criado por um ex-presidente da Nokia, oferece gratuitamente para seus usuários, entre 16 e 24 anos, 43 minutos de ligações e 217 mensagens de texto, desde que, eles aceitem receber algumas mensagens publicitárias do por dia. O público potencial para este serviço é de 4,5mihões de clientes do Reino Unido e para se habilitar, o usuário deve responder a um questionário com, em média, 50 perguntas sobre seus hábitos e preferências.
        
      Entretanto, não é tão simples assim. O jovem deve ter paciência para receber sete mensagens publicitárias por dia para ter direito a 1,26 minuto de conversa gratuita diária. Os minutos excedentes custam US$0,40/mensagem ou US$0,60/minuto a chamada. Como a empresa não vende aparelhos, ela entrega um chip (SIM) que permite a utilização do serviço, contudo, isto pode ser um complicador porque a maioria dos usuários tem planos pré-pagos que impedem a utilização dos aparelhos em outras redes. Ainda, os usuários devem receber as mensagens por 3 meses ininterruptos. Então, a solução é deixar o celular ligado 24hs/dia.
        
      Para alguns os obstáculos confinarão a publicidade móvel a um nicho pelos próximos anos. Outros vislumbram o potencial para ser um grande negócio. E mais, enumeram que a publicidade móvel possui características como instantaneidade e envolvimento pessoal. Por isso, pode vir a ser uma parte importante de campanhas integradas. Além do mais, o alcance potencial é enorme.
        
      Invariavelmente, entre as barreiras que o meio precisa superar temos as dificuldades técnicas, como as velocidades das redes, falta de conhecimento por parte dos principais atuantes no mercado, falta de padrões e modelos pré-definidos de negócios;