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MIDDLE MARKET


25/02/2005

    A quebra do Banco Santos colocou o mercado dos bancos intermediários - nem grandes e nem pequenos, os bancos do chamado middle market - em "telhado de zinco quente".
    Estes bancos, basicamente constituídos para gerenciar a fortuna pessoal dos seus fundadores, segundo especialistas - enfrentam a concentração crescente - grandes bancos; a suscetibilidade dos pequenos - fragilidade estrutural; a falta de crédito que afligem as pequenas e médias empresas e por isso, ficam impedidas de investir em aumento de produção e, conseqüentemente, de dar sustentabilidade ao "espetáculo do crescimento".
    Segundo a pesquisa da Conjuntura Econômica e FGV, há cerca de 70 bancos no Brasil, sendo que 20% são do middle market, entretanto a sua participação é tímida. Eles representam apenas, 2,68%  dos ativos totais; 3,91% das operações de crédito e 1,82% das receitas de intermediação financeira.
    Hoje, a grande parte das empresas brasileiras - pequenas e médias - recebem apenas 30% do crédito nacional, enquanto que as grandes recebem 48% e as pessoas físicas 22%. De acordo com o estudo da Serasa, as pequenas perderam crédito mercantil - dos fornecedores - ou financeiro nos últimos 10 anos. E com isso, elas são obrigadas a recorrer às empresas de factoring e acabam perdendo dinheiro. Atualmente as carteiras de factoring chegam a R$20 bilhões.
    Para os grandes bancos, a palavra-chave é expandir e a aquisição de carteiras de crédito já ultrapassou os R$18,3 bilhões e vem mais por aí, porque enquanto nos EUA o financiamento bancário responde  por 45,3% do PIB, no Brasil, este valor alcança irrisórios 24,8%.