Informativo eletrônico que amplia a compreensão do nosso principal foco: as pessoas, seus comportamentos e como elas evoluem.

MARCHONS... MARCHONS...


09/02/2007

Crise e oportunidade sempre estiveram juntas, não apenas no alfabeto chinês, mas também, no mundo dos negócios. Abalada pela valorização do real frente ao dólar e pelo avanço das importações chinesas, a indústria calçadista brasileira viveu momentos de Fred Kruger.
   
Obrigada a reagir para não ser exterminada, a indústria nacional começou a investir em design, em estilo e num posicionamento mais ousado. De simples acessórios, os calçados brasileiros - em especial as sandálias - tornaram-se itens indispensáveis de moda e estão fazendo a cabeça dos papas da moda em todo o mundo. Artigo cobiçado dos grandes estilistas, a sandália Havaiana é vendida em mais de 80 países, chegando a custar mais de 50 euros na Europa.
  
A estratégia das Havaianas, segundo Ângela Hirata, consultora-executiva da Alpargatas, consistiu na agilidade em detectar o perfil do consumidor dos produtos brasileiros e oferecer o produto adequado, sem perder a identidade. Por exemplo, atender com mais agilidade aos mercados com grande demanda e com potencial de compra como o Japão. " É o tipo de coisa da qual não se pode descuidar. Precisamos ser ágeis, mostrar o conceito e a brasilidade do produto", pontua Angela. Outro ponto importante para facilitar o processo de exportação é  formar parcerias com as empresas locais.
  
Para o consultor Ênio Klien, especializado na área, a pedra fundamental na reformulação do setor calçadista foi  deixar de ser um mero exportador de mão-de-obra, mas de produtos com qualidade e design sofisticado.