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MARCA DE CASA


04/11/2005
  As marcas próprias vêm conquistando espaço não só no Brasil, mas em grandes centros consumidores como Estados Unidos e Europa. As grandes redes mercadistas de lá estão investindo pesado na comercialização de produtos próprios em nichos de consumo não atendidos pelos fabricantes tradicionais. De produtos de baixo valor agregado voltados para consumidores de baixa renda, as marcas próprias ganharam status e fazem parte do portfólio e competem em pé de igualdade nas gôndolas e nos carrinhos dos consumidores.
  Para especialistas, não se trata de quebra de fidelidade e sim da abertura de novos nichos de consumidores. Segundo Brian Sharoff, presidente da Private Label Manufacteres Association, o consumidor já não escolhe marcas, mas começa
a participar ativamente na sua construção e desenvolvimentos através de suas preferências e que mostra que por trás dessa mudança está a incorporação de pequenas redes de varejo por grandes grupos e também o surgimento das lojas de
descontos para consumidores de baixa renda.
  Segundo pesquisa mundial da AC-Nielsen, 2/3 dos consumidores em 38 países consideram as marcas genéricas como uma boa alternativa de compra. Cerca de 78% dos europeus e 77% dos norte-americanos compram marcas alternativas, enquanto que os asiáticos, japoneses com 35% e malaios com 36% apresentam os índices menores. No Brasil, a marca genérica é vista por 63%, em matéria de qualidade, como inferior à marca tradicional.