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ENSINO PRIVADO BRASILEIRO


27/04/2005
   A reforma universitária brasileira proposta pelo governo está "batendo de frente" com as faculdades e universidades do País.O governo propõe aumentar de 12% para 40% o nº de jovens brasileiros nas universidades  até 2011 e o MEC conta para isso com R$4,3 bilhões do FUNDEB - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica - e pretende usá-los na melhoria da qualidade de ensino básico e fundamental.Por outro lado, as instituições particulares acreditam que serão prejudicadas pelos investimentos governamentais na área pública e dizem que o governo não tem dinheiro para investir no setor e só o faz por questões ideológicas.        
  Segundo estudo encomendado pela AMBES - Associação das Mantenedoras de Instituições Ensino Superior - estima que o governo gastou cerca de R$500bilhões nos últimos 50 anos para criar o mesmo número de vagas criado pelo setor privado.
  E que em 2004, o Programa Universidade para Todos permitiu às entidades particulares trocarem 112 mil vagas ociosas por R$197 milhões em renúncia fiscal.
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e acordo com o MEC/Consultoria, o ensino privado brasileiro fatura cerca de R$15 bilhões por ano, envolve 2,7 milhões de estudantes e 170 mil professores. A evolução é acentuada, saindo de 764 instituições de ensino em 1998 para 1.652  em 2004, um aumento de  162,2% ; enquanto que as universidades públicas saíram de  209 para 207, no mesmo período, queda de  0,0097%. As faculdades que lideram com nº  de alunos são, Estácio de Sá/RJ com 100 mil, Unip/SP com 92 mil, USP/SP (pública) com 44 mil, Luterana do Brasil/RS com 41 mil e PUC/MG com 36,7mil discentes.