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ECOEFICIÊNCIA


23/12/2008
     Materiais que antes iam para aterros sanitários ao custo de R$ 30 a tonelada, agora nem se tornam resíduos. A movimentação da cadeia logística reversa, que absorve e reencaminha uma gama de materiais, movimenta US$ 3,2 milhões por ano. Existem as commodities da reciclagem, como metais ferrosos, não ferrosos, plásticos e papel, de fácil venda, mas a maior rentabilidade fica nos processos que exigem alta tecnologia para segregação. A ONG Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) traz em seu site uma lista de companhias no país que captam e encaminham resíduos eletrônicos para serem triturados ou desmontados e separados dos materiais reaproveitáveis.
     Outro exemplo de saída tecnológica para produtos perigosos são os agrotóxicos. Para atender à lei e dar destino certo às embalagens, as indústrias criaram o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev). Não existem dados para uma avaliação completa da geração dos resíduos industriais no Brasil, mas a análise da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos (Abrelpe) em dez estados levou à conclusão que só 4,3% dos resíduos são perigosos. Treze federações estaduais criaram bolsas de resíduos, que em breve serão interligadas por um sistema uniformizado com cadastramento das empresas e categorização dos produtos.