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DO LUXO AO VAREJO


22/10/2010

Das peças únicas do mercado de luxo à redução de custos no varejo. A fabricante de produtos de luxo, Burberry Group, decidiu se transformar em uma ágil varejista mundial e vender mais, diretamente para as pessoas na internet ou em sua crescente rede de lojas.  A empresa reorganizou os métodos de produção da fábrica e substituiu a administração, estabelecendo a eficiência como principal meta. Hoje, há seis linhas de costura em vez de uma e foi criado um turno noturno de trabalho, reduzindo o custo médio de produção de uma roupa de 10% a 15% e agilizando as entregas, que antes chegavam com atraso de até três meses.

Essa mudança focada no varejo é tendência no mercado de bens de luxo, já que as grandes marcas tentam controlar mais seus negócios e, com isso, ganhar mais margem de lucro, flexibilidade, e conhecer os hábitos de compra das pessoas. O faturamento da Burberry, por exemplo, subiu 6,6% no último ano fiscal e o lucro líquido subiu de 6 milhões de libras esterlinas para 81,4 milhões de libras. O responsável pela marca foi Andy Janowski, contratado em 2006. Desde então, diminuiu a lista de fabricantes da Burberry de 300 para 90, reduziu os armazéns de 26 para apenas 3 centros mundiais de distribuição, baixou de 31 para 3 o número de transportadoras e investiu 50 milhões de libras em novos sistemas tecnológicos.