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DE CARRASCA A SALVADORA


Edicão: 127 - 11/12/2013

A indústria da música no início da década passada vivia momentos aterrorizantes com possibilidade de que a troca de música via internet, por meio de arquivos digitais, enterrasse o negócio. Porém, em 2012, as vendas mundiais de música cresceram pela primeira vez em mais de uma década, numa reversão iniciada um ano antes no Brasil, graças justamente à internet.

Hoje, há uma diversidade de modelos pagos, que substituíram, ao menos parcialmente, a troca ilegal de arquivos entre os usuários, com a qual as gravadoras não recebiam um tostão. O "streaming", modelo onde o usuário ouve a música, sem precisar comprar o arquivo, ajudou a recuperação, abrindo caminho para serviços de assinatura digital, como Spotify, Deezer e Napster, além de rádios virtuais, como Rdio e Lastfm.

Nesses tempos em que o consumidor está constantemente em movimento, mas igualmente conectado à web, os serviços por assinatura deram fôlego à indústria fonográfica. Com estes novos modelos de negócio, as empresas pagam às gravadoras pelo direito de compartilhar as músicas com os usuários.

A maioria das pessoas não quer mais deter a faixa. O precursor de todo esse movimento foi a iTunes, loja virtual da Apple, ao permitir que o consumidor comprasse faixas independentes, por preços individuais, em vez de álbuns inteiros.