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DESEMPREGO NA CLASSE MÉDIA


26/04/2004

DESEMPREGO NA CLASSE MÉDIA

O desemprego atingiu 19,8%, cerca de 1,9milhão de trabalhadores, da população economicamente ativa na região metropolitana de São Paulo - a locomotiva do País; mas, pior do que isso é que, segundo o IBGE, o desemprego na classe média alta cresceu 50% no período de 1992 a 2002. De cada 4 desempregados, 3 são universitários.

De acordo com o estudo de Pochmann, de cada 10 postos de trabalhos abertos, 7 são empregos de baixa qualificação como serviços gerais, de baixos salários.

Segundo a OIT - Organização Internacional do Trabalho, o desemprego mundial subiu cerca de 256% nos últimos 20 anos, alcançando o patamar de 160 milhõe; nos países mais ricos o desemprego global caiu de 27,5% para 11,5%, ou seja, países que investem mais em tecnologia geram mais postos de trabalho, com mais qualidade e salários melhores.

O desemprego atingiu todos os setores, principalmente a indústria automotiva brasileira, nos anos 80 eram menos de 10 montadoras, 140 mil empregados e capacidade de produção de 1,5 milhão de veículos. Hoje, são 49 fábricas de 19 marcas diferentes, 92 mil funcionários e capacidade de produção de 3,2 milhão de veículos. No setor bancário eram 1,2 milhão de empregados nos anos 90, hoje, são apenas 400 mil.

A situação tende a piorar, devido ao aumento da tecnologia e a exportação de empregos para outros países, quer dizer, exporta-se serviços daqui para outros lugares, uma conseqüência natural da globalização e que vem a acompanhar a busca por custos menores e lucros maiores.