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CRÍTICA MORDAZ


23/05/2011

Por essa, Bill Gates não esperava. O cofundador da Microsoft, Paul Allen, está escrevendo um livro de memórias que conta como Gates tentou espremer sua participação na empresa. Além disso, relata o que vê como raiz dos atuais problemas da empresa. Allen atribui à liderança em declínio do setor a três coisas: fracasso em lidar com escala, cultura calcificada e a um tipo de liderança que permitiu à Apple e ao Google determinar o futuro. "Demasiados gerentes semicompetentes e demasiada política interna entre feudos e silos de linhas de produtos principais" é a conclusão de Allen para as falhas na cultura da Microsoft.

Allen subestima ainda dois desafios fundamentais da empresa. Uma é que as principais forças da Microsoft, que consistem no desenvolvimento e venda de software para empresas, não estão preparadas para enfrentar a mudança para plataformas móveis. A outra é um dilema interno: os computadores pessoais são a plataforma mais rentável, e a Microsoft tem pouco incentivo para seguir adiante com novos modelos de computação.