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CRISE GLOBAL 2


21/01/2009
    Para Gabriel Palma, professor de Cambridge, muitos economistas subestimam o potencial de duração da crise global. As preocupações se concentram mais na intensidade, deixando em segundo plano a extensão.  "Não tenho esperança de que antes de cinco anos a economia internacional volte ao nível anterior de ordem, racionalidade e crescimento", afirma o professor. O grande problema está na economia dos países desenvolvidos. 
    Segundo Palma, nos EUA e em alguns países europeus, o endividamento das famílias chega a níveis estratosféricos, o que reduz o potencial de consumo privado. Muitas empresas também têm dívidas muito elevadas, o que diminuem a capacidade de investimentos. Os países da AL, como Brasil, Argentina e Chile, não têm um cenário promissor nos próximos anos, diz. Para ele, a meta do presidente Lula, de 4% é irreal. O consenso do mercado, de 2% parece mais próximo da realidade, finaliza.