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CONSUMO CULTURAL


21/07/2011

Mercado e governo procuram formas de captar a demanda por arte e lazer da nova classe C, com um contingente de mais de 95 milhões de pessoas. As publicitárias Laura Chiavone e Ana Kuroki realizaram uma pesquisa de comportamento voltada a este público, quando questionados sobre o que os mais surpreendia na vida, 46% dos entrevistados achavam "saber mais do que jamais teria esperado", à frente de "poder comprar mais", com 36%, "sonhar mais", com 35%, e "estudar mais", com 34%. O resultado pode ser entendido como percepção de que a ascensão social está tão ou mais garantida pela possibilidade de conhecer do que pela possibilidade de consumir.

Um exemplo é o crescimento médio das livrarias Nobel nos bairros e cidades com forte presença das classes C e D é de 20% ao ano, enquanto a rede como um todo cresce 12%. Além disso, o Brasil pulou de 1,6 milhões de universitários em 2006 para 6 milhões em 2010. A expansão universitária é parcialmente responsável pela expansão da leitura, já que os diplomados lêem 8,3 livros por ano, enquanto a média é de 4,5 para quem completou o ensino médio.

Porém, o alto custo dos programas em regiões centrais, aliado à escassa oferta nos bairros justifica o primeiro resultado da pesquisa realizada pela Data Popular sobre os hábitos culturais da classe C. A maior classe brasileira já compra mais eletrodomésticos que as classes A e B, mas fica atrás em recreação e cultura, em especial cinema, exposições e peças de teatro. Mas, quando o assunto é gratuidade, a classe C é mais presente, tanto em cinema, como teatro e exposições.