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BEM-VINDO A 2009


25/10/2008

    Pesquisa da Exame com 268 empresas mostra o que esperar da economia brasileira em 2009. 68% delas já são impactadas pela crise financeira mundial de alguma forma e 54% decidiram colocar os pés no freio e cortar custos. Ainda assim, a projeção de vendas para o ultimo trimestre de 2008 não se altera para a maioria. Já para 2009, 60% delas avaliam que o cenário de seus negócios piorou e 57% afirmam que a rentabilidade deve diminuir, prioritariamente pela escassez de crédito e instabilidade do câmbio.

    O mercado de imóveis, que vinha crescendo 7% ao ano, deve esfriar, já que os bancos aumentaram em 1% a taxa de juros. Entre os eletrônicos, a alta do dólar eleva os custos da produção e encarece computadores e celulares. As vendas de automóveis não foram abaladas, já que o mercado interno compensou a queda da exportação. Falta crédito para o plantio da nova safra de grãos e, com isso, os custos da produção no agronegócio aumentaram de 30% a 50%. Porém, o aumento do dólar vai aumentar também as receitas de exportação. A siderurgia, que exposta 28% do que produz, deve ter queda de vendas e grupos siderúrgicos estudam um corte de 15% na produção. Já no varejo, lojas de artigos de luxo e de populares sentiram diminuição das vendas.

    A confiança do consumidor é um dos aliados das indústrias. Em março de 2008, o índice era de 124,8%. Em setembro, já com a crise aflorada, a 119,3%. O crescimento econômico vem registrando media anual de crescimento de 5% desde meados de 2007 e em 2008, a expansão do PIB já esta garantida. Para 2009, a situação dependerá do que acontecer com a China, grande consumidora de commodities brasileiros. Segundo o jornal inglês Financial Times, o Brasil vai sair ileso da crise.

    De um modo Geral, a mensagem emitida pelo mundo corporativo brasileiro é de cautela. A hora é de fazer ajustes, repensar planos e se preparar para um período bem mais conturbardo do que todos imaginavam. E se fortalecer para aproveitar as oportunidades que sempre surgem em momentos de crise.