Informativo eletrônico que amplia a compreensão do nosso principal foco: as pessoas, seus comportamentos e como elas evoluem.

BEEP! BEEP!


17/04/2009
        Alfredo Behrens e James Wright, professores de escolas brasileiras, entrevistaram mais de 500 participantes de MBA em vários países para saber se eles se identificavam com o papa-léguas ou com o coiote, personagens de um desenho animado. A partir disso, levantaram teses curiosas, como a de que os países podem fomentar valores distintos em seus executivos. Segundo eles, as análises de gestão global ignoram as diferenças culturais e linguísticas.
        Chuck Jones, criador do desenho, tinha em mente que o público americano se identificaria com o coiote, por ser perfeccionista em qualquer objetivo. O estudo apontou que com exceção da Austrália,  e de alguns grupos dos Estados Unidos, boa parte dos americanos, em particular, e em geral, dos  anglo-saxões,  se identificam com o coiote. Os entrevistados afirmaram que o coiote  era engenhoso, resistente, autossuficiente e incansável em sua meta. Já o Brasil e a maior parte dos latinos são viveiros de papa-léguas. Segundo os entrevistados, a ave representa uma mistura de inventividade, inocência e alegria. Não parece ter tempo a perder, embora não esteja muito claro para onde vai.
        Porém, coiotes admitem que a velocidade e otimismo do corredor pode ser bom no comando da empresa. Já os papa-léguas reconhecem a necessidade de controle da área financeira. 7% dos brasileiros que se identificam com o papa-léguas acham o coiote tedioso e controlador. Para os coiotes, a ave deve ser contida. A diferença entre as visões, segundo os professores, pode ajudar a entender como pessoas de culturas distintas se olham dentro de uma empresa. "As pessoas tendem a se identificar com quem se parece com elas. Essas diferentes visões podem ter influência na hora em que uma matriz americana decide quem vai comandar a subsidiária brasileira", afirma Behrens.