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A VIRADA VIETNAMITA


12/03/2007

Os Estados Unidos se enganaram quando, ao firmarem o acordo comercial com o Vietnã em 2000, acreditaram que inundariam o pequeno país com seus produtos. Dois anos mais tarde os planos norte-americanos foram abaixo e podíamos ver o mercado do Tio Sam cheio de bagre vietnamita.
   
Hoje, o Vietnã figura como a segunda maior economia asiática, perdendo somente para a China. As exportações nas áreas têxteis, de pescados, frutos do mar e indústria de móveis triplicaram em seis anos, trazendo investimentos estrangeiros que somam US$ 32 bilhões de dólares. O PIB tem registrado um aumento de 7,4% nos últimos cinco anos. 
    Porém, em meio a esse crescimento assustador e uma possível ascensão do Vietnã à Organização Mundial do Comércio, os EUA e a União Européia tentam proteger seus quintais atribuindo taxas antidumping. Até o Brasil acusou fazendeiros vietnamitas de tentarem transgredir o mercado global de café.
 
Em novembro do ano passado, as rusgas foram amenizadas quando a cúpula do presidente Bush considerou o ajuste de 2000 um entrave processual e deu garantias de que adotaria, em breve, um status comercial normal. No entanto, isso parece estar longe de acontecer.
  
A virada vietnamita pode ser percebida tanto no caminho capitalista percorrido pela nação, como também na redução de 51% para 8% da população que vive abaixo da linha da pobreza. Nem a China igualou o feito.  Mas, inevitavelmente o grande desafio do Vietnã será transformar o institucionalizado "país acostumado a ver-se como perdedor e marcado por uma lógica de soma nula, tanto em confrontos militares como diplomático".