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A REINVENÇÃO


23/01/2008

      O mercado de curativos está movimentado. Empresas como a Johnson & Johnson, 3M, e as brasileiras EMS e York inovam nos band-aids e criam versões coloridas, à prova d´água, líquidas, transparentes, com desenhos, esportivas, ultra-resistentes ou ainda um curativo anti-sangramento. O grande número de variações foi a saída para sacudir o mercado, que em 2003 recuou em 2% em volume comercializado. O resultado aparece em 2007, onde houve recuperação de 3,9% no volume, ante 2006.

      O foco no consumidor mirim foi o grande trunfo das empresas. As crianças grudam o curativo no corpo como enfeite, apenas para exibir personagens. A 3M fez um acordo com a Disney para licenciamento e pode utilizar em seus curativos estrelas de filmes como Ratatouille, Princesas e Pitatas do Caribe.

      A líder do segmento é a J&J, cujo produto virou sinônimo da categoria, e fatura US$ 53 bilhões. Em 2004, a empresa fechou a fabrica de North Brunswick, nos Estados Unidos, e hoje tem em São Jose dos Campos a maior fábrica de Band-Aid do mundo, onde saem os mais de 3,2 bilhões de tipos de curativos usados pelos americanos, canadenses e latinos. No Brasil, o consumo de curativos não passa de 3 ou 4 per capita por ano, enquanto nos EUA esse número sobe para 15. Para mudar esta realidade, que segundo especialista esta atrelada ao fato do brasileiro associar a imagem do curativo a doença. Para mudar esta cenário fabricantes decidiram investir mais na dobradinha marketing e design.