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A PASSOS DE TARTARUGA?


20/02/2008
    Já é comprovado que o celular é um espaço de mídia promissor para a publicidade. O aparelho reúne todas as qualidades com que sonham as agências e anunciantes. E não pára por aí.  As iniciativas tanto no mercado brasileiro como no mundial são tímidas e esporádicas. Hoje, os investimentos não passam de meio milhão de dólares, mas as projeções de mercado apontam que anúncios em telefones móveis podem representar algo entre US$ 4 bilhões e US$ 7 bilhões de todo o investimento publicitário feito no mundo. Uma explicação plausível para este paradoxo: os anunciantes temem que os anúncios acabem despertando no consumidor a mesma rejeição que a mensagem não autorizada por e-mail, o "spam", criou. Levando as empresas a serem mais cautelosas no caminhar desse seara.

    Para Roberto Guarnieri, da agência de publicidade interativa, "O celular é, sem dúvida, uma das mídias mais promissoras para a publicidade. Mas é também a mais desafiadora para o setor porque a linha que divide o marketing da privacidade do consumidor é muito tênue.

    A Fiat fez sua primeira ação publicitária focada na telefonia móvel e superou as expectativas. A montadora possui um banco de dados de 4 milhões de usuários cadastrados. Mas apenas 100 mil permitem recebimento de mensagens publicitárias ou de serviços pelo celular. Foi para este público que a empresa disparou o lançamento de um novo modelo de carro e convidando o consumidor a ter mais informações no site da Fiat. A estimativa era de 70 mil retornos. Porém, obtiveram 250 mil.

    Presidente da agência Click, a maior do mercado de publicidade interativa, chama a atenção para a diferença que o conceito de privacidade tem para um jovem de 18 anos e para um homem de 50. O consumidor com menos idade é mais receptivo a esses tipos de anúncios e tende a ter uma relação de confiança maior que seu pai, por exemplo. No entanto, na opinião do gerente geral da Ogilvy One na América Latina, Renato de Paula, essa mídia não deve ser exclusivamente voltada para o público jovem, pois o celular é a porta de entrada para o que o mercado chama de marketing One-to-one (um a um). Ou seja, o celular consegue transmitir a mensagem certa para cada tipo de público.