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A ONDA DO NEUROMARKETING


03/08/2010
       Criado nos anos 90, o neuromarketing ficou famoso com a pesquisa científica americana que comparou a Pepsi e a Coca-Cola uma década depois. O estudo consistia na experimentação dos dois refrigerantes. Em um dos casos, os experimentadores não sabiam qual era a marca da bebida que tomaram. Quando perguntados qual dos dois refrigerantes era melhor, metada respondeu Pepsi.

       Apesar de caro, o neuromarketing amplia espaço no Brasil, com sua promessa de usar aparelhos e técnicas da neurociência para impulsionar vendas e direcionar a comunicação ideal. Decifrar a cabeça do consumidor é o sonho de anunciantes e publicitários. "É importante analisar a informação neurológica junto à comportamental, para saber o que, exatamente, estimula o cérebro", explica Philip Rhodes, diretor de Pesquisas da One to One, empresa de marketing digital. Além disso, a empresa usa um terceiro nível, o emocional, captado através de um quadro com 12 carinhas, que simbolizam emoções e medem o engajamento do indivíduo.

       Muitos estudos do neuromarketing medem apenas o nível neurológico. "Nós medimos excitação de curta e longa duração, engajamento, frustração, meditação", explica Rhodes. Em geral, 20 ou 30 pessoas são avaliadas em um projeto experimental, numa sala de pesquisa. Os estudos, comparativos, podem mostrar de tudo: banners, webpages, propagandas, animações, vídeos ou games.