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A MELHOR APÓLICE


31/01/2011

O sistema educacional na China vem ganhando destaque em recentes avaliações internacionais. Como o Estado não garante uma aposentadoria digna, os pais sabem que um dia dependerão dos filhos para viver e, com a educação, podem garantir um futuro melhor. Em levantamento do programa internacional de avaliação dos alunos OCDE, a escola Huanggang (Xangai) ficou em primeiro lugar entre 65 países nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática. Além disso, todas as escolas chinesas, pobres e ricas, tiveram boas avaliações. Enquanto a China venceu as três, o Brasil ficou em 57º em Matemática, 56º em Ciências e 53º em Leitura.

Um dos fatores para o sucesso é a política salarial dos professores, que dependendo do desempenho ganham bônus que pode dobrar o salário. Na grade de horário, a matemática, junto com o chinês, ocupa mais da metade das 4 horas diárias de aula. A partir da 3º série, as crianças passam a estudar inglês, geografia e música. Outro ponto positivo é que uma das instituições menos corruptas na China é o vestibular.

Apesar disso, não há como tomar a situação de Xangai como sinônimo do que ocorre em toda a China, mas é importante ressaltar o avanço impressionante na área de ensino.  Fato curioso são os investimentos do governo chinês com educação que representam apenas 3,5% do PIB, bem abaixo dos 5% do Brasil, por exemplo. O país começou a expandir agressivamente em educação nos anos 50 e, já nos anos 80, tinha um grande número de crianças matriculadas.